A eterna briga contra a balança!

                                                                                                       

* Por: Viviane Lajter Segal 

Quem nunca tentou fazer uma dieta? E nunca se frustrou ao subir em uma balança e perceber que o esforço foi em vão? Provavelmente, poucas são as pessoas que passaram ilesas por tais experiências. Mas, porque é tão difícil perder peso?

O sobrepeso é um problema que afeta cada vez mais a população brasileira e mundial. É importante diferenciar a obesidade de uma exigência estética pela boa forma que está presente na sociedade atual.

O excesso de peso, dependendo do grau, gera sérios danos à saúde da pessoa como hipertensão, diabetes, artrose, síndrome metabólica, infarto, derrame, entre outros. Trata-se de uma patologia séria e que envolve diversos fatores tanto fisiológicos, como genéticos e emocionais. Por isso, deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar composta por médico, nutricionista, educador físico e psicólogo.

Com a chegada do verão e do período de férias a busca pelo “corpo perfeito” se intensifica através da procura por dietas mirabolantes e exercícios físicos intensos. Esse período de calor também aumenta a exposição do corpo. Isso gera maior pressão nas pessoas para emagrecer e se adequar a um padrão de aceitação social. O que pode culminar em uma baixa na autoestima e na autoimagem de quem está acima do peso.

Os fatores emocionais podem ser desencadeantes da obesidade e também complicadores de algum distúrbio biológico e, dessa forma, prejudicar o sucesso do tratamento.  

Por que é tão difícil emagrecer?                

Há várias questões emocionais que podem estar relacionadas com a obesidade. Cabe ressaltar aquelas que são as mais frequentes como a compulsão alimentar, a ansiedade e a depressão.

A compulsão alimentar se caracteriza pelo ato de comer rapidamente e de forma descontrolada. Não há uma seleção dos alimentos e nem mesmo sente-se o gosto da comida, a pessoa simplesmente se abastece! Quando o compulsivo termina de comer sente um forte sentimento de culpa associado ao arrependimento. Além do mal estar físico por ter ingerido muito mais alimento do que o corpo necessitava.

Não se come por prazer ou por fome, mas, muitas vezes, para diminuir uma ansiedade elevada que o obeso nem se dá conta. A ansiedade exacerbada pode ser provocada por diversos fatores como o stress e a vida corrida diária. Mas, também por alguma questão emocional que o indivíduo esteja vivendo e tenha dificuldade de enfrentar.

Na depressão a pessoa é afetada de uma maneira global. Há um desânimo e uma falta de vontade para realizar as atividades corriqueiras da vida. Existe uma tendência ao isolamento e a sair cada vez menos de casa. Com isso, o autocuidado e a higiene ficam comprometidos. A pessoa não tem vontade de preparar uma comida, por exemplo. Acaba se alimentando de qualquer forma. Não consegue e nem tem vontade de se dedicar a uma dieta e muito menos de realizar exercícios físicos.

Tanto a compulsão alimentar, quanto a ansiedade elevada e a depressão são transtornos psicológicos que podem prejudicar muito a vida do obeso e, por isso, necessitam de um tratamento especializado com um psicólogo. Em determinadas situações o uso medicamentoso, orientado por um médico psiquiatra, é necessário.

É possível!

A psicoterapia é um grande aliado ao tratamento da obesidade. Promove uma maior compreensão de si e dos motivos pelos quais está tão difícil perder peso. O obeso começa a compreender os ganhos secundários, geralmente inconscientes, que o excesso de peso promove. Perder peso significa mudar. Mudança não só dos padrões alimentares, mas de vida, principalmente relacionada a forma como o obeso se vê e quer ser visto pelo outro. Conforme o processo transcorre a ansiedade diminui e tende a se equilibrar. A autoestima e autoimagem são reconstruídas e a pessoa se fortalece.

Perder peso não é uma simples questão de força de vontade. Significa uma grande mudança de postura perante o outro e a si mesmo. É importante buscar novas formas de viver melhor, com mais saúde e coragem para cuidar de si. Com o aumento na autoconfiança é possível se dedicar mais plenamente a uma dieta e, finalmente, emagrecer.

Esse tema apresenta diversos aspectos que podem ser abordados. Se você ficou com alguma dúvida ou curiosidade sobre o assunto comente ou mande um e-mail para acaminhodamudanca@gmail.com

Foto: Photoxpress

* Viviane Lajter Segal, psicóloga clínica, CRP 05/41087. E-mail: viviane@lajter.net
 

Written by Viviane Lajter Segal all rights reserved.

 

 
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Uma resposta para A eterna briga contra a balança!

  1. Sonia disse:

    Estou fazendo terapia há mais de dois anos. Algumas coisas mudaram, comecei uma atvidade física, porém não emagreço nem um grama ….. É assim mesmo? Demora?

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