Respondemos você

Olá,

Hoje começamos uma nova sessão no blog voltada para responder as questões dos nossos leitores.

Nessa sessão você faz a pergunta e nós respondemos aqui. A ideia é proporcionarmos uma orientação sobre as questões emocionais difíceis de serem resolvidas, mas sabemos que para uma transformação efetiva é necessário mais. A Terapia é sempre um ótimo caminho para o autoconhecimento e para uma vida mais feliz.

Mande sua pergunta para nós pelo e-mail. Viviane (viviane@lajter.net) ou Marcela (marcelapimentapavan@gmail.com).

As identidades serão preservadas.

Um abraço,

Marcela e Viviane

———

“Olá Marcela! Primeiramente gostaria de parabenizar pelo blog! Queria falar com você sobre meu relacionamento com minha namorada, ela é uma pessoa maravilhosa, amo muito ela, mas ela tem muitos problemas como todos nos temos, tipo: problemas com relacionamento com  irmãos e familiares, com o trabalho, e problemas financeiros e por ai vai… Ela  já sofreu muito em relacionamentos anteriores, amorosos e com amigos, e eu percebi que quando tento conversar sobre algum problema que ela esta passando, ou quando nos estamos passando por algum desentendimento ou dificuldade, ela tem algum tipo de resistência em me falar certas coisas que aconteceram, em se abrir sabe, não sei se ela tem medo de contar e achar que vou pensar dela, gostaria de saber sua opinião como posso ajudá-la, e fazer com que ela não tenha medo ou resistência sobre esses problemas ou dificuldades que as vezes um casal passa por um relacionamento. Na oportunidade desde já agradeço! Espero que tenha entendido, aguardo retorno.”

Olá,

Pelas suas informações a sua namorada demonstra uma grande resistência a confiar, seja em você, seja nas pessoas em geral. A confiança é importante em qualquer relação: amorosa, profissional, com os amigos, mas, muitas vezes confiar é mesmo difícil e isso acontece por vários motivos. No caso da sua namorada você trouxe uma possível causa que são as experiências passadas. Todos nós passamos, ou iremos passar, por situações na qual confiamos e fomos decepcionados e cada um reagirá do seu jeito, dependendo da intensidade da situação e da condição emocional de cada um. É natural ficarmos mais receosos quando passamos por experiências negativas marcantes.

Essas situações podem nos ajudar a selecionar melhor em quem confiar, observar antes de dividir um segredo ou esperar certa atitude de alguém, mas, não deve ser um entrave para novos relacionamentos, pois são os amores, a família e as amizades que colorem com alegria nossa vida.

Da sua parte você pode ter algumas atitudes facilitadoras, como: prometer só o que puder cumprir, dizer a ela que pode confiar em você e nada mudará com isso, ou seja, que permanecerá ao lado dela. É bom esclarecer que você também confia nela e por isso espera que seja recíproco e, principalmente, que confiar é bom, que ela não precisa estar alerta o tempo todo e que pode relaxar. Se ela conseguir se abrir e contar alguma experiência difícil, é muito importante não criticá-la e manter a postura de apoiá-la, afinal ela enfrentou o medo e mudou de atitude.

Essa é a sua parte, por mais que você queira só poderá agir até um ponto. Para a mudança ocorrer é preciso que ela também se sinta incomodada com a situação e queira mudar. E se mesmo assim ela não conseguir é interessante que ela busque uma terapia para ajudá-la a entender essa e outras dificuldades e enfrentar as ameaças que a impeçam de ser feliz.

Boa sorte!

Marcela

” Por favor, me ajude.

Sempre fui muito insegura, tenho baixa estima. Sempre acho que as outras  mulheres são mais bonitas que eu, e com isso, tenho ciúmes constantes da pessoa com quem me relaciono, como fuxicar o histórico da internet, telefone, e-mail dele. Estou com ele vai fazer 8 anos em setembro, mas acho que sempre fui assim insegura. Já devia ter procurado ajuda faz tempo, mas como estou desempregada, fica difícil. Resolvi procurar agora, porque meu relacionamento está acabando ou já acabou, não sei. Quem está envolvido é meu marido. Pra resolver meu problema, tento apenas fingir que não procurei nada nas coisas dele, mas tem horas que não aguento e falo se vi algo que não gostei. Isso chateia muito ele. Tipo, ele não pode ver uma foto de uma mulher na internet que eu quero saber. Ou seja, acho que na verdade, não fiz nada ainda pra resolver esse problema, sempre digo que vou mudar e nunca mudo. Minha auto estima é tão baixa, que mesmo ele me enchendo de elogios e me perdoando durante todos esses anos juntos, não deixei de fazer as mesmas  coisas. Não consigo confiar no meu potencial, não consigo ficar sem ter ciúmes, sem me sentir menos que os outros. “

Olá,
A auto estima é uma característica que envolve diversas áreas da vida. É muito
difícil saber quais os reais motivos que fazem você ter tamanha insegurança. Às vezes a auto cobrança e a auto exigência fazem com que nos vejamos de forma distorcida e inferior às demais pessoas.
A ajuda de um psicólogo parece ser fundamental para que você consiga aprender a lidar com esses medos e reconstruir a sua relação com o seu marido e com qualquer outra pessoa.
A psicoterapia, no seu caso, pode te ajudar a dar vazão a todas essas
inseguranças e a compreender as razões disso, para que você possa mudar.
Quando o sofrimento e as rupturas são intensas é hora de procurar efetivamente uma ajuda!
Estou à disposição e espero ter te dado um orientação.

Um abraço,

Viviane

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