Respondemos você

P: Olá me sinto completamente frustrada e muitas vezes incapaz.Sempre trabalhei fui independente inclusive eu que ajudava em casa sempre pensando nos outros nunca em mim mesma. Fui morar com meu namorado e fiz a burrice de parar de trabalhar pois ele era muito desconfiado e todo o serviço ele implicava. Logo em seguida engravidei e voltar a trabalhar foi ficando cada vez impossível, pois tinha que pagar a creche e o que pagavam não valia a pena e o tempo foi passando. Fiz minha carteira de motorista mas não tinha carro para praticar pois meu marido não tinha tempo para sair praticar comigo e foi muitas brigas que desisti, e o tempo foi passando. Virei artesã e fiz algumas feiras mas como tinha que ficar fora de casa tive que desisti tudo em nome da boa convivência. Nossas férias sempre onde ele queria e sempre levando os parentes dele junto o que era para ser férias sempre muito cansativo e lá euzinha sempre em nome da boa convivência. Estou acima do peso pois sou muito ansiosa e sempre que resolvo fazer uma dieta lá vem ele fazendo de tudo para que eu desista, ou seja ele quer a mulher gorda e no verão fica babando para as outras mulheres. Depois de 12 anos engravidei de novo e agora veio a necessidade de pensar em mim e fazer o que gosto uma vontade muito grande de dirigi de trabalhar de viajar mas acabo sempre deixando de lado e cada vez mais me sinto deprimida, sei que autoestima é muito importante mas como ter autoestima quando você dependente de outra pessoa.

R: Olá, no seu relato você diz estar com vontade de prioriza a sua vida e aquilo que faz sentido para você. Esse momento é muito importante, pois é uma oportunidade que surge para que as mudanças aconteçam de fato. Você diz que ao longo dos anos foi perdendo a autonomia da sua vida em função de outras coisas, também importantes, mas que acabaram por sufocar os seus desejos e sonhos. É importante agora começar a fazer o caminho inverso e começar a priorizar aquilo que de fato lhe traz bem estar, comece aos poucos, nas menores coisas, e perceba como se sente, assim vai ganhando força para continuar. Busque apoio em pessoas que querem te ver realizada e feliz, procure ao seu redor e se aproxime de pessoas que possam te motivar, ás vezes são os amigos, os vizinhos, a família. A ajuda profissional também é fundamental, contar com o apoio psicológico irá te ajudar na busca por uma maior autonomia e bem estar. Não deixe escapar a oportunidade de querer mudar e ser mais feliz! Um abraço. Marcela

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P: Boa tarde! Tenho 17 anos e estou prestes a cursar vestibular. Já a algum tempo percebi a minha paixão pela área da psicologia e como eu queria fazer isso pelo resto da minha vida! Estava totalmente decidida a cursar isso na faculdade e muito ansiosa para começar a estudar sobre o tema, já que sempre exerceu muito fascínio em mim, além de que sempre me achei muito boa dando conselhos e lidando com as pessoas. Porém, esses dias fui me consultar em um ortopedista para resolver um problema que ando tendo nas mãos, e por uma curiosidade do médico, veio a me perguntar que curso eu queria fazer na faculdade; quando eu disse que iria fazer psicologia ele fez um discurso enorme criticando a profissão, dizendo que todas as áreas no ramo da saúde estão defasadas (a não ser a medicina, obviamente) e que eu provavelmente estudaria muito para depois não ter o sucesso financeiro desejado e iria ficar insatisfeita na minha carreira. Confesso que varias vezes já ouvi pessoas criticando o ramo e nunca me deixei levar muito por isso, a final o que faz uma pessoa ser bem sucedida em sua profissão é a sua determinação. Mas, ouvir criticas tão duras, vindo de uma pessoa que era do ramo da saúde, me fez ficar com muitas duvidas e medo se devo realmente investir nisso.

Sei que esse meu relato não se encaixa tanto no perfil do blog, que ajuda pessoas com seus problemas pessoais, no entanto isso afetou muito o meu emocional; já que alem do nervosismo de provas finais na escola e a preocupação com o Enem, agora também não sei o que irei fazer no vestibular. Por isso gostaria de uma opinião sincera de sua parte, se a profissão vale a pena ou se eu deveria ouvir o conselho deste medico e trocar de curso. 

Também gostaria de parabenizar pelo blog, pois é uma iniciativa incrível tirar uma parte de seu tempo, a se dedicar a ajudar pessoas e sem cobrar nada por isso! Agradeço a atenção desde já, e espero mesmo que possa me responder para me ajudar a sanar um pouco essas dúvidas. Obrigada.

R: Olá, o seu relato se encaixa perfeitamente com o blog.  A escolha da profissão é um grande desafio para a maior parte das pessoas, pois significa o futuro, a conquista, ou não, da realização e do sucesso. Fazer uma boa escolha está relacionado diretamente ao bem estar e esse é o objetivo do blog, levar a psicologia até as pessoas auxiliando no caminho do bem estar.

Voltando para a sua pergunta, posso te dizer como profissional da área de psicologia que esta não é uma área defasada por um fato simples, mas muito importante: a demanda pela psicologia é crescente, isso quer dizer que cada vez mais as pessoas e as instituições estão interessadas e necessitadas de entender como o aspecto emocional e psicológico interfere na saúde física, nos relacionamentos, na profissão, na educação e etc.

É preciso estudar muito e é natural que o psicólogo precise de um pouco mais de tempo, depois de formado, para ganhar experiência e manejo no atendimento até fazer um certo “nome” e crescer como profissional, é assim também com a medicina. O médico recém formado procura uma residência para ganhar essa experiência e aos poucos se inserir no mercado de trabalho, principalmente se desejar a clínica. Mas em outras áreas isso acontece mais rapidamente, como a psicologia na área empresarial. Recentemente a revista Exame publicou uma matéria falando que o salário do psicólogo foi o que mais subiu no último ano (exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/188/noticias/salarios-que-freud-explica)

É interessante estar ligado a alguma associação ou instituto com credibilidade para construir uma boa rede de relacionamento e ser conhecido, assim será mais fácil ser indicado para futuros trabalhos. Por outro lado, vejo também que muitos psicólogos deixam passar as oportunidades que vão surgindo, por estarem fixados numa forma ensinada de como o psicólogo deve ser. O mundo é dinâmico e exige um reposicionamento de todas as profissões, é preciso ser criativo, flexível, disposto a mudanças e isso serve também para os psicólogos. Existe muita demanda, mas ela não vai bater na porta e não será como aquela estudada na faculdade. É preciso se reinventar sem perder a responsabilidade e o objetivo: acolher aqueles que nos procuram e ajudá-los a enxergarem uma forma nova e melhor de viverem suas vidas, contribuindo para sua autonomia e felicidade. Um abraço. Marcela

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