Respondemos Você!

P: Bom dia, Viviane/ Marcela. Tudo bem? Eu acessei o blog de vocês, pesquisando no google sobre sites parecidos.

Tenho 32 anos, sou casada há 2 e não tenho filhos ainda. Tenho irmãos mais velhos e pais separados desde que eu tinha 13 anos. Quando tudo aconteceu, eu fui morar com a minha mãe e meus irmãos com meu pai.

Desde quando meus pais se separaram não se conversam, não têm boa relação.  Morei com a minha mãe até os 30 anos, quando me casei e mudei de cidade, ou melhor de Estado.

Tenho uma ótima relação com ela, somos como unha e carne, mas sinto que o excesso me deixa angustiada, pois sempre acho que preciso fazer mais por ela, que qualquer falta de atenção da minha parte pode deixa-la triste e afastá-la de mim. Ela já teve depressão e por isso sempre me senti meio que a cuidadora, a pacificadora da família. Ela sempre dizia que eu era tudo para ela, que quando nasci foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela, que esperava uma “menininha” na gravidez. Até já me chantageou emocionalmente algumas vezes com relação a atenção com ela.

Hoje, eu moro em outro Estado, muito longe dela e não tenho a mesma disponibilidade de vê-la, talvez até 2 ou 3 vezes ao ano. Não consigo passar datas importantes com ela, como o dia das mães, festas de final de ano, entre outras.

Enfim, sinto muita falta dela, mas sinto muito mais por ela, por achar que eu a abandonei. E isso causa um certo mal estar com o meu esposo, pois ele fala que eu preciso me desvincular, que eu tenho agora outra família, que somos nós dois e futuramente filhos.

Eu, realmente, gostaria de me sentir mais livre desse apego. Será que vocês poderiam me dar uma dica, uma luz? Gostaria que a minha identidade fosse preservada no blog de vocês.

Muito obrigada

R: Olá, o divórcio é sempre um momento muito delicado, não somente para o casal, mas também para as crianças envolvidas. Pelo o que você relata houve uma separação não somente dos pais, mas também dos filhos desta família. O que acabou gerando para a sua mãe um sentimento de dependência forte em relação a você.  Com isso, se tornou difícil para você, ao longo dos anos, desenvolver uma independência emocional e segurança para se distanciar um pouco. Provavelmente, por isso, você se sinta tão angustiada com essa situação.  Pode ser um misto de culpa pela fantasia de estar abandonando a sua mãe, mas também uma dificuldade de se libertar emocionalmente para enfim se tornar mulher e mãe de família. Apesar de parecer simples, esse é um processo bastante complexo psiquicamente.

Um psicólogo vai te ajudar nesse processo de redescobrimento e de crescimento. Siga em frente e boa sorte!

Um abraço,

Viviane

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