Você exercita sua criatividade?

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* Por: Marcela Pimenta Pavan

Você se considera uma pessoa criativa? Sabe o que é de fato criatividade?

Existem várias definições para criatividade e a maioria aborda flexibilidade, originalidade e pensamento diferente do convencional levando a novas formas de perceber e agir em determinada situação. Para o psicólogo Carl Rogers uma pessoa é criativa na medida em que realiza suas potencialidades como ser humano.  Ele aborda a criatividade em dois sentidos, um mais restrito ao comportamento criativo caracterizado por intuição, espontaneidade e produtos criativos, outro mais amplo, que se refere à tendência para a autorrealização, reforçando o conceito de enriquecimento e aperfeiçoamento pessoal e a capacidade do indivíduo de efetuar modificações e aprendizagens novas, sendo que as mudanças de percepções o levarão a novas formas de adaptação ao meio.

Quando somos criativos encontramos formas melhores, mais bem adaptadas, para enfrentar determinadas situações, isso significa dizer que vivemos melhor e aprendemos mais. Todos nós temos essa capacidade criativa e podemos exercitá-la. Mas será que fazemos isso?

Mundo contemporâneo

Vivemos em um paradoxo, o mundo atual pede por criatividade. As pessoas criativas são mais interessantes, mais atraentes em todas as áreas da vida, mas ao mesmo tempo vivemos em pressão constante e em ritmo acelerado. Quanto mais tarefas e menos prazo, mais entramos no automático e racionalizamos nossa rotina. Individualizamos em excesso nossa vida e esses fatores enfraquecem o poder e a nossa capacidade criativa. É preciso colocar isso em perspectiva e ampliar a nossa percepção individual e social para podermos desenvolver a criatividade em diferentes setores da nossa vida: no ambiente de trabalho, na rotina de casa, nos relacionamentos, na busca de realização pessoal, etc.

Desenvolvendo a criatividade

Para o desenvolvimento da criatividade é fundamental reforçar uma nova postura, acreditar e aproveitar as potencialidades e não se deixar entorpecer por atitudes de conformismo.

A autoconfiança e a vontade são importantes nesse processo. Você pode achar que não tem criatividade nenhuma, mas tem. Acreditar que você pode encontrar uma forma nova e inteligente para uma determinada situação já inicia o processo criativo.

Algumas dicas para exercitar a criatividade:

-Estimule sua curiosidade, leia, observe, pergunte, pense, crie possibilidades. Encontre seus interesses e explore-os. A criatividade precisa se abastecer do nosso repertório pessoal, quanto mais coisas curiosas e interessantes tivermos registrado maior será o nosso repertório, que vai se enriquecer com mais associações e conexões diferentes.

-Respeite e valorize esse impulso criativo dentro de você e entenda que ele tem uma lógica e um tempo diferente. Existe a “gestação” criativa, é o tempo necessário para que vários aspectos sejam elaborados dentro de nós. Quando já temos a situação desafiante, a vontade, a autoconfiança, mas nenhuma ideia ainda, o ideal nesse momento é não pensar e buscar uma atividade que limpe a mente, como: tomar banho, cantar uma música, dormir, conversar com outras pessoas ou tantas outras. Só depois disso volte a questão, essa atitude renova o potencial criativo e, quando menos se espera, a ideia surge.

-Como as ideias podem surgir de repente é importante sempre ter algo para anotar imediatamente, deixar para depois é uma armadilha comum, ou não escrevemos depois ou quando o fazemos já não estamos mais sentindo o entusiasmo inicial. Mesmo que não seja uma ideia pronta, anote, pode ser uma dica importante.

-Tente escrever ou desenhar sem chegar necessariamente a nenhuma produção, escreva livremente o que vier a mente, o que tiver vontade, sem julgamentos. Os julgamentos excessivos podem matar o potencial criativo e o talento.

-Escute uma música nova, faça um caminho diferente, coma comidas exóticas, experimente novas sensações, isso aguça e apura nossa percepção além de trazer mais bem estar para o nosso dia a dia.

É importante estimular e desenvolver a criatividade não para um momento específico, mas para a vida toda e usá-la sempre que possível. Ensinar as crianças também é uma ótima atitude, é um recurso valioso para os desafios futuros e para a construção de uma vida feliz.

 
Marcela Pimenta Pavan é Psicóloga Clínica. Especialista em Família e Casal pela PUC-Rio. Trabalha com questões ligadas a relacionamentos, conflitos pessoais, ansiedade, depressão, carreira, envelhecimento, entre outras. Atendimento online: www.acaminhodamudanca.com.br. Consultório: Largo do Machado – R.J. Atendimento domiciliar. Contato: marcelapimentapavan@gmail.com 
Escrito por Marcela Pimenta Pavan todos os direitos reservados.

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