A Arte e as Emoções

* Por: Marcela Pimenta Pavan

Não é de hoje que a arte é muito utilizada pela Psicologia. Pinturas, músicas, histórias, danças e tantas outras manifestações artísticas auxiliam o trabalho psicológico, não pelas questões estéticas, mas principalmente pela capacidade que a arte tem de transpor o mundo interior de quem cria.

A Psicologia sabe que o campo interno psíquico é vasto e, em grande parte, desconhecido.  Através da arte é possível acessar fragmentos desse campo. As expressões artísticas dão vazão aos conteúdos emocionais de forma mais livre e nesse ponto a Psicologia tem muito a ganhar. Aproximar-se da arte é aproximar-se também das emoções não conscientes.

Além de dar vazão às questões emocionais de toda ordem, a arte traz mais prazer à vida. Podemos observar isso quando o dançarino, através do seu corpo, expressa diversos sentimentos ou o compositor consegue transpor para a canção toda a sua intensidade. Colocar um pouco de si no mundo através da beleza artística traz alívio, bem estar e realização.

Mas será que só os artistas tem a capacidade de acessar esse lugar das emoções?

Qualquer pessoa tem essa possibilidade, se não for criando, pode ser admirando obras já concebidas

Quem nunca se sentiu imensamente tocado por uma música, por uma cena de filme ou por uma pintura?

Isso acontece quando o expectador se identifica com a realização do artista e através dela também extravaza suas emoções. A arte favorece não só quem cria, mas também quem aprecia.

 Como trazer mais arte para o dia a dia?

Seja criando ou admirando, faz bem separar um tempo durante a semana para encontrar com a arte. Ir ao cinema, teatro, museu, conhecer novas músicas ou ouvir as antigas, se deixar levar pela emoção que a arte proporciona.

Independentemente de ser um artista ou não, qualquer pessoa pode criar. Usar pincéis, escrever histórias, inventar uma dança. O mais importante é não estar tão preocupado com o resultado final e sim tentar colocar na expressão escolhida algo de si, algo da sua emoção. Muitos artistas dizem que antes de criar não tem muita noção do resultado final, a produção vai se delineando à medida que vai sendo construída.

Quando nos preocupamos muito com o resultado ou pensamos que os outros não irão aprovar, perdemos em capacidade criativa, inibimos nosso potencial e nossa vontade. O exercício da criação tem o objetivo de estimular a liberdade e a imaginação, independentemente do resultado. Mostrar aos outros, ou não, é uma decisão que pode vir depois.

Comece agora.

Quais as expressões artísticas mais o atraem? Pense, liste, identifique e comece. Não deixe para a semana que vem.

Inclua esse tempo na sua agenda e perceba como você se sente durante e depois de produzir ou assistir algo, qual sensação que isso te traz. Toda criação é um espelho de nós mesmos e por isso, além de todos os benefícios, pode auxiliar no autoconhecimento. Levar para a terapia, refletir sobre as próprias criações é um ótimo caminho para se perceber e viver melhor.

 
 Marcela Pimenta Pavan é Psicóloga Clínica. Orientação Junguiana. Especialista em Família e Casal pela PUC-Rio. Trabalha com questões ligadas a relacionamentos, conflitos pessoais, ansiedade, depressão, carreira, envelhecimento, entre outras. Atendimento online: www.acaminhodamudanca.com.br. Consultório: Largo do Machado – R.J. Atendimento domiciliar. Contato: marcelapimentapavan@gmail.com 
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