Perguntas e Respostas

Abaixo algumas perguntas respondidas com orientações para os nossos leitores.

Um abraço,

Viviane  e Marcela

P: Olá Marcela, tudo bem? Encontrei seu blog por acaso quando joguei no google a seguinte pergunta: área mais promissora da psicologia. Bom, sou de Goiânia, tenho 26 anos. Sou formada em Administração. Mas primeiramente quero dizer que em 2007 fiz o 1º período de psicologia e comecei a trabalhar com meu pai ao mesmo tempo. Nisso eu acabei me envolvendo, trabalhando em áreas nada a ver com a psicologia e resolvi fazer reopção de curso para Adm. Confesso que hoje me arrependo amargamente!

Sempre quis psicologia. E todos diziam: o 1º período não serve de base pois é uma introdução a psicologia. Enfim…. Me formei. Fiquei 1 ano parada e agora retomei psicologia. Confesso que adm não é minha paixão e eu iria fazer outro curso, psicologia ou direito. O direito pelos concursos.

Só que fiquei com medo de cometer o mesmo erro fazendo Direito sendo que minha paixão desde sempre era/é Psicologia. Porém o que me preocupa é onde atuar. Pois todos dizem: psicologia não dá dinheiro. Áreas de atuação no mercado muito funilada e blablablabla

Penso eu que para ter sucesso profissional é estudar bastante, especializar, ter contatos…. essas coisas. Fazer seu nome. Mas na psicologia podemos dizer se existe uma área mais promissora ou devo por enquanto me desapegar nisso de: ganhar dinheiro na profissão e procurar crescer na área, mercado……

Obrigada pela atenção.

Aguardo.

R: Eu acredito em vocação, ou seja, um encontro entre as habilidades/talentos individuais e um trabalho que possibilite a realização das suas potencialidades profissionais. Há uma entrevista com a psicóloga Angelita Scárdua bem esclarecedora sobre o conceito de vocação que você poder ler clicando aqui .

A sua dúvida e insegurança são naturais, as mudanças são desafiadoras, mas também inevitáveis. Se há algo em você que sente a Psicologia como uma paixão, é importante olhar para isso e considerar essa escolha. A realização profissional é muito importante para a realização pessoal e a conquista do sucesso. Sugiro a leitura de um texto que escrevi que aborda precisamente essa questão Mudar é preciso!

A minha primeira formação foi Publicidade e Propaganda, trabalhei 10 anos como Publicitária e só depois tive a coragem para seguir a minha  vocação, administrei por algum tempo a Publicidade e a Psicologia para depois seguir somente com a Psicologia. Hoje vejo que ter percorrido esse caminho antes da Psicologia só me ajudou, viver outras experiências foi e é muito importante na minha atuação como Psicóloga.

É preciso fazer isso que você está fazendo, observar outros profissionais, criar estratégias, olhar para o que você gosta mas também para as oportunidades do mercado. Existe demanda para a psicologia, nesse mundo cada vez mais acelerado, as pessoas estão muito ansiosas e, muitas vezes, precisam de ajuda para lidar com as cobranças internas e externas, os relacionamentos, os filhos, o trabalho e etc. A Psicologia vem como um apoio, um processo de auto conhecimento que auxilia na conquista de uma vida mais equilibrada e com mais bem estar, ou seja, é natural que a procura por esse profissional aumente. Vejo uma demanda crescente que exige do profissional uma postura mais presente, criativa e flexível. E também depende de qual área pretende seguir, se for a clínica é preciso um pouco mais de paciência até construir uma carreira e receber clientes com frequência. Outras áreas podem ter uma ascensão mais rápida, é o que mostra a revista exame que fez uma matéria com o título Freud explica: salário de psicólogo é o que mais subiu

Existem muitas possibilidades dentro da Psicologia, é preciso seguir um passo de cada vez. Primeiro entender essas possibilidades de atuação durante o curso, na sua própria faculdade ou fora dela. Escolher algumas áreas, fazer estágios, vivenciar e decidir o que lhe agrada. É importante também se aproximar de pessoas que podem te ajudar na escolha que fizer e usar a criatividade e a pro-atividade para se inserir no mercado.

Vale a pena seguir nossa vocação!

Um abraço

Marcela

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P: Bom dia, Viviane/ Marcela. Tudo bem? Eu acessei o blog de vocês, pesquisando no google sobre sites parecidos.

Tenho 32 anos, sou casada há 2 e não tenho filhos ainda. Tenho irmãos mais velhos e pais separados desde que eu tinha 13 anos. Quando tudo aconteceu, eu fui morar com a minha mãe e meus irmãos com meu pai.

Desde quando meus pais se separaram não se conversam, não têm boa relação.  Morei com a minha mãe até os 30 anos, quando me casei e mudei de cidade, ou melhor de Estado.

Tenho uma ótima relação com ela, somos como unha e carne, mas sinto que o excesso me deixa angustiada, pois sempre acho que preciso fazer mais por ela, que qualquer falta de atenção da minha parte pode deixa-la triste e afastá-la de mim. Ela já teve depressão e por isso sempre me senti meio que a cuidadora, a pacificadora da família. Ela sempre dizia que eu era tudo para ela, que quando nasci foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela, que esperava uma “menininha” na gravidez. Até já me chantageou emocionalmente algumas vezes com relação a atenção com ela.

Hoje, eu moro em outro Estado, muito longe dela e não tenho a mesma disponibilidade de vê-la, talvez até 2 ou 3 vezes ao ano. Não consigo passar datas importantes com ela, como o dia das mães, festas de final de ano, entre outras.

Enfim, sinto muita falta dela, mas sinto muito mais por ela, por achar que eu a abandonei. E isso causa um certo mal estar com o meu esposo, pois ele fala que eu preciso me desvincular, que eu tenho agora outra família, que somos nós dois e futuramente filhos.

Eu, realmente, gostaria de me sentir mais livre desse apego. Será que vocês poderiam me dar uma dica, uma luz? Gostaria que a minha identidade fosse preservada no blog de vocês.

Muito obrigada

R: Olá, o divórcio é sempre um momento muito delicado, não somente para o casal, mas também para as crianças envolvidas. Pelo o que você relata houve uma separação não somente dos pais, mas também dos filhos desta família. O que acabou gerando para a sua mãe um sentimento de dependência forte em relação a você.  Com isso, se tornou difícil para você, ao longo dos anos, desenvolver uma independência emocional e segurança para se distanciar um pouco. Provavelmente, por isso, você se sinta tão angustiada com essa situação.  Pode ser um misto de culpa pela fantasia de estar abandonando a sua mãe, mas também uma dificuldade de se libertar emocionalmente para enfim se tornar mulher e mãe de família. Apesar de parecer simples, esse é um processo bastante complexo psiquicamente.

Um psicólogo vai te ajudar nesse processo de redescobrimento e de crescimento. Siga em frente e boa sorte!

Um abraço,

Viviane

P: Olá não sei como começar… Tenho Hipotireodismo e ultimamente me encontro muito ansiosa e triste porém não deixo isso tranparecer aos que convivem comigo essa tristeza interior,sou casada e muito amada, tenho dois filhos adolescentes que são benção para minha vida,eles são estudiosos e não me dão nenhum trabalho,graças a Deus. Porém tenho esse problema que me aflige, vivi muito tempo em função dos outros sempre me preocupei mais com as outras pessoas do que comigo mesma e hoje eu mudei de uma forma radical,me afastei de muitas pessoas e a maior parte delas famíliares,hoje sinto que fui usada por essas pessoas pq quando eu fazia o que era do interrese delas eu era a tal,mas agora em que estou me preservando já não sirvo, elas nem me telefonam,é como se eu não existisse para elas. Meu coração está muito frio e resistente em relação a muitas coisas, fujo para não conviver com as pessoas passei a enxergar que minhas amizades eram uma hipocrisia estava lidando com pessoas falsas que só me ligavam para desgarregar seus problemas em mim ai eu sofria com elas,sabe eu sou tipo uma esponja absorvo tudo, então me afastei dessas pessoas pq estavam me fazendo muito mal,e por conselho da minha médica. Passei por alguns traumas na minha infancia que me marcou muito,mas eu sempre dando uma de forte, agora não estou suportando mais. Moro em uma casa confortavél, porém odeio o lugar que moro e ai me sinto infeliz por tantas coisas. Tenho insonia,sou ansiosa,e muito preocupada. Me ajude!!!! Aguardo resposta!

Um Abraço!

R: Olá, Há momentos na vida em que precisamos dar um basta em determinados relacionamentos que não estejam nos fazendo bem. Para conseguirmos nos afastar, de amigos de longa data ou mesmo de familiares, é preciso muita coragem e certeza dos nossos sentimentos em relação a eles. Pelo o que você me descreveu me parece que foi importante dar esse basta, uma vez que você estava se sentindo emocionalmente prejudicada. Porém, essa atitude me parece ter aumentado a sua ansiedade, ao invés de te gerar um certo alívio. O seu nível de ansiedade está muito elevado, a ponto de te provocar sintomas como insônia, sensação de infelicidade e de inadequação.

É preciso refletir, honestamente, os motivos para tamanha ansiedade. Trata-se de uma tarefa bastante árdua para ser realizada sozinha e a ajuda profissional é recomendada nesses casos. Procure um psicólogo para uma avaliação e, assim, você conseguirá compreender o funcionamento dessa angústia e poderá viver um pouco mais leve e aproveitar mais a vida e tudo de bom que ela tem para te oferecer.

Um  abraço,  Viviane

Olá queridos leitores!

Gostaríamos de agradecer a cada um de vocês pelo interesse e grande procura pelo nosso blog. A demanda pela sessão “Respondemos Você” superou as nossas expectativas e, por isso, não estamos respondendo a todas as perguntas no prazo que desejamos.
Por esse motivo, vamos fechar temporariamente essa sessão, para respondermos todas as questões que já recebemos esse ano, e reiniciaremos em 2014 recebendo novas perguntas.

Estamos formulando uma nova estratégia para direcionarmos essa grande demanda e, assim, conseguirmos dar assistência a todos aqueles que nos procuram.
Vale ressaltar que o blog continuará com o seu pleno funcionamento e vocês poderão acompanhá-lo através das respostas pendentes e dos novos  textos que serão publicados periodicamente.

Obrigada a todos!

Um grande abraço,
Viviane e  Marcela

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P: Olá me sinto completamente frustrada e muitas vezes incapaz.Sempre trabalhei fui independente inclusive eu que ajudava em casa sempre pensando nos outros nunca em mim mesma. Fui morar com meu namorado e fiz a burrice de parar de trabalhar pois ele era muito desconfiado e todo o serviço ele implicava. Logo em seguida engravidei e voltar a trabalhar foi ficando cada vez impossível, pois tinha que pagar a creche e o que pagavam não valia a pena e o tempo foi passando. Fiz minha carteira de motorista mas não tinha carro para praticar pois meu marido não tinha tempo para sair praticar comigo e foi muitas brigas que desisti, e o tempo foi passando. Virei artesã e fiz algumas feiras mas como tinha que ficar fora de casa tive que desisti tudo em nome da boa convivência.Nossas férias sempre onde ele queria e sempre levando os parentes dele junto o que era para ser férias sempre muito cansativo e lá euzinha sempre em nome da boa convivência.Estou acima do peso pois sou muito ansiosa e sempre que resolvo fazer uma dieta lá vem ele fazendo de tudo para que eu desista.Ou seja ele quer a mulher gorda e no verão fica babando para as outras mulheres. Depois de 12 anos engravidei de novo e agora veio a necessidade de pensar em mim e fazer o que gosto uma vontade muito grande de dirigi de trabalhar de viajar mas acabo sempre deixando de lado e cada vez mais me sinto deprimida, sei que autoestima é muito importante mas como ter autoestima quando você dependente de outra pessoa.

R: Olá, no seu relato você diz estar com vontade de prioriza a sua vida e aquilo que faz sentido para você. Esse momento é muito importante, pois é uma oportunidade que surge para que as mudanças aconteçam de fato. Você diz que ao longo dos anos foi perdendo a autonomia da sua vida em função de outras coisas, também importantes, mas que acabaram por sufocar os seus desejos e sonhos. É importante agora começar a fazer o caminho inverso e começar a priorizar aquilo que de fato lhe traz bem estar, comece aos poucos, nas menores coisas, e perceba como se sente, assim vai ganhando força para continuar. Busque apoio em pessoas que querem te ver realizada e feliz, procure ao seu redor e se aproxime de pessoas que possam te motivar, ás vezes são os amigos, os vizinhos, a família. A ajuda profissional também é fundamental, contar com o apoio psicológico irá te ajudar na busca por uma maior autonomia e bem estar. Não deixe escapar a oportunidade de querer mudar e ser mais feliz! Um abraço. Marcela

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P: Boa tarde! Tenho 17 anos e estou prestes a cursar vestibular. Já a algum tempo percebi a minha paixão pela área da psicologia e como eu queria fazer isso pelo resto da minha vida! Estava totalmente decidida a cursar isso na faculdade e muito ansiosa para começar a estudar sobre o tema, já que sempre exerceu muito fascínio em mim, além de que sempre me achei muito boa dando conselhos e lidando com as pessoas. Porém, esses dias fui me consultar em um ortopedista para resolver um problema que ando tendo nas mãos, e por uma curiosidade do médico, veio a me perguntar que curso eu queria fazer na faculdade; quando eu disse que iria fazer psicologia ele fez um discurso enorme criticando a profissão, dizendo que todas as áreas no ramo da saúde estão defasadas (a não ser a medicina, obviamente) e que eu provavelmente estudaria muito para depois não ter o sucesso financeiro desejado e iria ficar insatisfeita na minha carreira. Confesso que varias vezes já ouvi pessoas criticando o ramo e nunca me deixei levar muito por isso, a final o que faz uma pessoa ser bem sucedida em sua profissão é a sua determinação. Mas, ouvir criticas tão duras, vindo de uma pessoa que era do ramo da saúde, me fez ficar com muitas duvidas e medo se devo realmente investir nisso.

Sei que esse meu relato não se encaixa tanto no perfil do blog, que ajuda pessoas com seus problemas pessoais, no entanto isso afetou muito o meu emocional; já que alem do nervosismo de provas finais na escola e a preocupação com o Enem, agora também não sei o que irei fazer no vestibular. Por isso gostaria de uma opinião sincera de sua parte, se a profissão vale a pena ou se eu deveria ouvir o conselho deste medico e trocar de curso. 

Também gostaria de parabenizar pelo blog, pois é uma iniciativa incrível tirar uma parte de seu tempo, a se dedicar a ajudar pessoas e sem cobrar nada por isso! Agradeço a atenção desde já, e espero mesmo que possa me responder para me ajudar a sanar um pouco essas dúvidas. Obrigada.

R: Olá, o seu relato se encaixa perfeitamente com o blog.  A escolha da profissão é um grande desafio para a maior parte das pessoas, pois significa o futuro, a conquista, ou não, da realização e do sucesso. Fazer uma boa escolha está relacionado diretamente ao bem estar e esse é o objetivo do blog, levar a psicologia até as pessoas auxiliando no caminho do bem estar.

Voltando para a sua pergunta, posso te dizer como profissional da área de psicologia que esta não é uma área defasada por um fato simples, mas muito importante: a demanda pela psicologia é crescente, isso quer dizer que cada vez mais as pessoas e as instituições estão interessadas e necessitadas de entender como o aspecto emocional e psicológico interfere na saúde física, nos relacionamentos, na profissão, na educação e etc.

É preciso estudar muito e é natural que o psicólogo precise de um pouco mais de tempo, depois de formado, para ganhar experiência e manejo no atendimento até fazer um certo “nome” e crescer como profissional, é assim também com a medicina. O médico recém formado procura uma residência para ganhar essa experiência e aos poucos se inserir no mercado de trabalho, principalmente se desejar a clínica. Mas em outras áreas isso acontece mais rapidamente, como a psicologia na área empresarial. Recentemente a revista Exame publicou uma matéria falando que o salário do psicólogo foi o que mais subiu no último ano (exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/188/noticias/salarios-que-freud-explica)

É interessante estar ligado a alguma associação ou instituto com credibilidade para construir uma boa rede de relacionamento e ser conhecido, assim será mais fácil ser indicado para futuros trabalhos. Por outro lado, vejo também que muitos psicólogos deixam passar as oportunidades que vão surgindo, por estarem fixados numa forma ensinada de como o psicólogo deve ser. O mundo é dinâmico e exige um reposicionamento de todas as profissões, é preciso ser criativo, flexível, disposto a mudanças e isso serve também para os psicólogos. Existe muita demanda, mas ela não vai bater na porta e não será como aquela estudada na faculdade. É preciso se reinventar sem perder a responsabilidade e o objetivo: acolher aqueles que nos procuram e ajudá-los a enxergarem uma forma nova e melhor de viverem suas vidas, contribuindo para sua autonomia e felicidade. Um abraço. Marcela

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P. Eu tenho 16 anos, e sou muito tímido. Por exemplo, quando preciso apresentar um trabalho na frente da classe eu fico muito nervoso, agitado, já perdi muitas notas por causa disso. Quando tem várias pessoas ao meu redor olhando e esperando que eu faça alguma coisa também fico nervoso e agitado ou até chorar. Quando tem reunião de família não consigo cumprimentar quase ninguém. Tenho muito pouco amigos, e sofro dessa timidez. O que preciso fazer para perder a timidez ?

R. Olá, a timidez é uma característica comum na adolescência. Trata-se de uma fase em que a aceitação social é muito importante, ao mesmo tempo em que a insegurança gerada pelas transformações físicas e emocionais é grande e intensa. Com isso, alguns adolescentes tendem a se afastar de um convívio social por medo de serem rejeitados.

Porém, é importante ficar atento que algumas dificuldades emocionais podem estar disfarçadas por essa timidez e, com isso, só tendem a aumentar e a gerar maior sofrimento com o tempo. Geralmente, casos de timidez excessiva estão relacionados com uma baixa autoestima, que desencadeia insegurança e ansiedade muito fortes e que podem se tornar paralisantes e angustiantes.

Existem diversos cursos voltados para pessoas que possuem dificuldades de se apresentar em público e que talvez sejam interessantes para você.  Além disso, a psicoterapia é a melhor opção para você diminuir essa timidez exacerbada, pois vai te ajudar a compreender melhor as raízes dessa insegurança e a aprender a lidar com a ansiedade.

Um abraço,

Viviane

P: Boa Tarde, Marcela! Adorei o Blog. Marcela, lendo as perguntas e respostas, deparei com a minha situação. Sinto que falta algo em mim para dá um up grade em minha vida, sinto um pouco perdida na minha vida, sei que é preciso ter auto estima e acreditar em mim mesma, porém, como que eu ponho em pratica essas coisas? Mesmo sabendo disso, parece que o cérebro não obedece. O que faço?

 R: A autoestima é um recurso muito importante na busca por uma vida mais feliz.  A sua percepção em relação a si mesma é coerente e esse é o primeiro passo de muitos, é preciso caminhar um pouco mais para melhorar a autoestima na prática. O histórico de construção da identidade é muito importante nesse sentido, apesar de não ser determinante.

O que quero dizer é que quando crianças muitas vezes somos criticados na nossa forma de ser, ouvimos muitos nãos e que precisamos nos adequar ao padrão, sermos pessoas mais calmas, mais esforçadas, mais capazes, mais responsáveis, etc. Quando isso acontece em desequilíbrio há o risco de acreditarmos e internalizarmos uma crença:  não é bom ser quem realmente eu sou. À medida que vamos crescendo isso pode levar a um afastamento de si mesmo, uma espécie de auto desqualificação frequente, nos julgamos não capazes de darmos conta dos desafios e superá-los, não acreditamos na nossa capacidade e a autoestima é muito prejudicada.

Felizmente isso não é determinante nem definitivo, se perceber incapaz não é a verdade sobre si mesmo, muitas vezes não percebemos claramente nossas fraquezas e potencialidades com equilíbrio, acabamos pesando mais para um lado do que para outro. Para mudar essa autopercepção e reconstruir uma identidade mais coerente e positiva é importantíssimo o caminho do auto conhecimento. Mesmo que se tenha consciência do que é preciso mudar, praticar é um outro processo, pois para desconstruir uma crença é necessário tempo, vontade e o olhar voltado para si mesmo. A terapia é bastante indicada nessa situação, sozinhos caminhamos até um ponto, mas para a transformação acontecer é necessário a ajuda de um profissional olhando na nossa direção e nos auxiliando no caminho para nos percebermos melhor, nos aceitarmos e nos fortalecermos.

Marcela

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P: Olá, apesar de ter trabalho, estudo enfim, uma vida normal, sou uma pessoa bem sentimental, talvez por ter tido uma infância e adolescência, em que fui bem tímido e por isso não desenvolvi muito bem uma vida social. Passei a dar mais valor para isso, porém nessa inventei de querer ser amigo de todos, e com a experiência de tentativas má sucedidas percebi que não é possível, pode ser bobagem minha, mas as vezes percebo que a determinada pessoa não tem interesse em falar comigo por mais que eu puxe assunto ou seja simpático. E isso me deixa bem frustrado, se tem algo que eu passei a detestar é quando leem minhas  mensagens no facebook por exemplo e não respondem ou respondem com poucas palavras o que pra mim, se caracteriza como desinteresse por parte dela. É claro que eu penso nas possibilidades do porquê, disso ter acontecido, mas se fosse algum inconveniente na hora, ela simplesmente responderia depois, mas não, ela acaba lendo, aparece “mensagem visualizada” e não responde, e se eu não falo nada, nem se manifesta a respeito disso. Já cortei amizade com muitas pessoas por causa disso, fico bem triste também, porque da a impressão de que estão me fazendo de trouxa. E também tem a questão da tímidez, eu nunca consigo desenvolver isso, melhorar, sei que é uma característica da minha personalidade, mas gostaria de poder controlar isso, falar quando eu quiser, desenvolver qualquer assunto ou conversa, eu simplesmente tenho vontade de falar mas não vem nada na minha mente para falar, ou acabo dizendo algo nada a ver que não tem continuação, isso me deixa mais frustrado ainda. Estou cansado de perder oportunidades em virtude disso, o que a psicologia me diz sobre isso ? Preciso de ajuda kkkk.

R. Olá,

Você escreve demonstrando certo incomodo com a sua timidez. Algumas pessoas são mais tímidas outras menos, isso não significa um problema, mas uma característica. O fato é que se esse é um traço da sua personalidade é importante reconhecê-la e respeitá-la. Uma boa vida social não precisa necessariamente contemplar vários amigos, pode-se ter poucos e bons amigos e isso ser ótimo. Até para os não tímidos ser “amigo de todos” é impossível. As pessoas se aproximam quando percebem no outro afinidades em comum. Isso acontece naturalmente e quando a aproximação não é natural normalmente o outro percebe e se afasta, por isso é importante a espontaneidade que só acontecerá se você se sentir confortável.

Caso a sua timidez esteja lhe trazendo inseguranças que dificultem a espontaneidade você pode procurar uma terapia para se sentir mais fortalecido e satisfeito com a sua forma de ser.

Espero ter ajudado. Um abraço,

Marcela

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P: Adorei o blog e a iniciativa de vocês! Estou totalmente desmotivada no trabalho. Saí de um emprego onde o ambiente era péssimo e os gerentes não desempenhavam suas funções como gestores. E a história se repete no meu recente emprego. A empresa está em um processo de reestruturação, todos estão com os nervos a flor da pele. Todos culpam todos pelas falhas que já ocorreram e pelo trabalho que não foi feito. Apesar destas experiências, tento melhorar continuamente o trabalho que faço, tento me motivar. Já nem sei mais, se realmente gosto da minha profissão ou se simplesmente estou no lugar errado, na hora errada e com as pessoas erradas. Existe alguma formula mágica para não me abalar por causa dos outros  ?

Desde já, agradeço se puderem me ajudar.

Obrigada

R: Olá,

A vida profissional é repleta de desafios e, muitas vezes, dificuldades. Isso independe da sua profissão ou da área de atuação. Se manter motivada e buscar realizar um bom trabalho, conforme você comentou, são as chaves para superar esses problemas e seguir adiante em uma carreira próspera.

Porém, trabalhar em equipe requer aprender a lidar com o outro, assim como, com suas opiniões. O que significa que, infelizmente, não há fórmulas mágicas para não ser impactado com uma opinião alheia. Entretanto, é possível observar com cautela a forma como essas opiniões estão te impactando.

Ou seja, é importante estar aberta para receber as críticas ou sugestões em todos os setores da vida, inclusive o profissional. Você deve escutá-las com atenção e, em seguida, refletir a respeito. Se fizerem sentido e for algo que você julgue necessário mudar, então, siga em frente. Mas, o mais importante nesse processo é aprender a reconhecer se essa mudança ocorrerá por uma necessidade própria de transformação ou por uma vontade de agradar o outro. Nessa segunda opção você pode acabar se colocando em situações delicadas e tomar atitudes que não condizem com o que realmente acredita e deseja.

Pare, reflita e sinta-se segura para decidir o que julgar ser melhor para a sua vida e carreira.

Um abraço,

Viviane

P: Olá! Tenho 23 anos e venho pedir ajudar para esclarecer algumas coisas na minha cabeça, sei que não é simples assim, mas sinto que podem me ajudar de alguma maneira.

Bom, vamos lá! Tenho um relacionamento de quase 4 anos com a homem de 35 ele é uma ótima pessoal brincalhão tem varias qualidades… o fato é que começamos um relacionamento meio conturbado, pq ele não queria pq ainda gostava da outra namorada e eu fui insistindo e ele deixando, sempre dizia que não era aquilo que ele queria por que o sentimento dele não era reciproco, ele não era apaixonado, mas mesmo assim não me deixava. Nessa confusão passaram-se dois anos e eu engravidei. Ai veio a questão vamos morar juntos, não vamos… Ele sempre foi claro que não era aquilo que ele cria, que ele queria sim, ter uma família filhos mas com uma mulher que tivesse certeza que era a mulher da vida, ou seja não era eu! e dizia tbm que ia passar um tempo ate eu me estabilizar e depois íamos ver o que dava da relação , só que a neném nasceu, ele se apegou e foi ficando.. nossa filha hoje tem 1 e 5 meses, estamos juntos. Sinto que a relação mudou ficou mais carinho, mais atencioso, só que ficou na minha cabeça que eu não era com quem ele queria esta, que ele não me ama, e ele sempre toca no assunto separação quando tempos uma discussão, ele diz que o sentimento não é recíproco, que eu sou uma mulher maravilhosa mas que ele queria me amar de verdade… e Outra coisa e a questão sexual, ele diz que não consegue me satisfazer. Ele as vezes, quase sempre, nunca ta disposto a fazer sexo. E eu fico pensando o pq que ele esta comigo então?  ando muito confusa sem saber o que fazer! sera que podem me ajudar me indicar um caminho? gosto muito dele e ele de mim mas não estamos sabendo como lidar com algumas situações!

R: Olá, você conta sobre a relação com o seu parceiro apresentando uma situação de insegurança e trazendo alguns aspectos que merecem uma reflexão.

O primeiro é a contradição, o fato dele dizer que não quer estar com você mas se manter no relacionamento. Por mais que você tenha insistido, ele preferir estar com você durante todo esse tempo demonstra que existe para ele algum ganho. Este ganho não necessariamente é o amor, podem ser inúmeras coisas que não temos como prever. O fato que essa contradição pode trazer instabilidade a relação, principalmente para você, nada parece seguro e concreto.

O impacto que a insegurança traz em uma relação pode ser bem desconfortável. A insegurança constante leva ao ciúme em excesso. Quando nos sentimos ameaçados queremos controlar o outro, nos apegamos as evidências do dia a dia, buscando por algo que confirme que não somos a prioridade, isso leva a novas inseguranças e discussões. Tudo isso gera um grande desperdício de energia e o principal é que gastamos grande parte dessa energia com o outro e não com nós mesmos, que é o ideal.

É importante canalizar um pouco dessa energia para você. Colocar você como prioridade e não esperar tanto do outro. Se colocar como prioridade é olhar para si, se proteger, ser generosa consigo mesma, se respeitar, recuperar sua auto estima. Assim você começará a se fortalecer, se sentirá mais segura e poderá deixá-lo livre para ele decidir o que quer.

O relacionamento saudável acontece quando duas pessoas estão juntas, não porque precisam uma da outra, mas simplesmente por que querem estar juntas, se admiram, gostam da companhia um do outro. E também não existem garantias eternas.

Esse processo do resgate da auto estima pode ser difícil de ser conquistado sozinho, principalmente se a pessoa teve experiências negativas intensas ou viveu muitos anos em um contexto instável. Nesse caso a Psicoterapia é indicada para o auto conhecimento e o fortalecimento pessoal. É uma boa escolha para uma vida mais livre e melhor.

Marcela

P: Olá Marcela tudo bem? Encontrei o seu E-mail no seu Blog. Parabéns pelo Blog.

Recentemente fiz a minha primeira viagem de avião. Foi uma tortura. tenho medo de altura. Na decolagem do avião me senti inflando de ar, parecia que ia bater  no teto do avião. Por que senti esta sensação tão forte. Tive muito medo, crise de ansiedade. Fiz muitas orações para não ter uma crise de pânico. Não sei se voltarei a viajar de avião. Se você puder me passar algumas informações sobre os meus medos, ficaria muito agradecido.

Atenciosamente.

R: Olá,

Você pode ter tido uma crise de ansiedade ligada a uma fobia específica que é o medo de altura. Nesse caso é fundamental buscar uma ajuda especializada, procure um psicólogo para iniciar um atendimento e diminuir a intensidade da reação a lugares altos. Não é aconselhado insistir em viagens aéreas sem esse apoio psicológico, pois isso pode agravar a situação. Com o psicólogo é possível discutir suas dificuldades e entender melhor os agentes motivadores da crise. O Auto conhecimento e a terapia diminuem a ansiedade e fortalecem o indivíduo para seguir uma vida livre de medos e fobias.

Marcela

P: Tenho 17 anos e já acabei o ensino médio com a certeza da carreira que queria-Medicina- entretanto me surgiram dúvidas quando comecei a pesquisar a fundo a profissão, já havia feito isso, mas não com a opção de escolher outro curso; enfim acabei por descobrir que me interesso por outras profissões como arquitetura e psicologia a priori ,mas ainda estou bem confusa entre as duas. Pode parecer clichê, mas a partir do momento em que decidimos oque fazer desde muito cedo acabamos por nos acomodar com isso, e quando abro a meus familiares e amigos mais próximos a opção de cursar outros cursos e apresento minha dúvida, muitos de julgam por já ter 17 anos, acabado o ensino médio, e ainda não estar certa quanto a minha profissão. Os vestibulares estão se iniciando e não sei oque prestar. Gostaria de auxilio, e até mesmo conhecer a rotina de um profissional na área em que poderia ser minha escolha como psicologia.

R: Escolher uma profissão é uma tarefa bastante delicada e complexa. Envolvem inúmeros aspectos que variam entre interesse pessoal, mercado de trabalho, influência familiar, entre tantos outros. Acredito que você esteja no caminho certo no sentido de buscar mais profundamente conhecer outras possibilidades. Converse com profissionais do curso que você queira conhecer, leia livros básicos sobre a área, busque trabalhos na internet a respeito. São formas de aumentar o seu conhecimento acerca das profissões e perceber os aspectos que mais te agradam em cada uma delas. Assim, você conseguirá tomar uma decisão com maior segurança.

É comum que se tenha dúvidas nesse momento em que as inscrições para o vestibular estão abertas e que a decisão deve ser tomada efetivamente. Será que é isso que quero fazer para o resto da minha vida? Porém, cabe ressaltar que mudanças nos planos e nos interesses são possíveis e podem ocorrer ao longo da vida. Ou seja, não se cobre tanto por ter que decidir da forma mais “perfeita”, mas tente decidir pela forma mais coerente com aquilo que você pensa e sente hoje.

Quanto à psicologia, especificamente, é uma área bastante plural em que há possibilidade de atuação em diversas áreas como clínica (consultório), hospitalar, recursos humanos, jurídica, esportiva… Sugiro que você procure a coordenação de uma faculdade de psicologia. A coordenadora te explicará como é o curso, as disciplinas e as atuações no mercado de trabalho. Poderá ser uma experiência interessante para você.

Espero ter te ajudado um pouco e boa sorte nas suas escolhas!

Um abraço,

Viviane

P: Eu tenho uma dúvida sobre algo que eu julgo ser um problema, acontece que, eu não sou uma pessoa depressiva, nem bipolar, nem melancólica. Mas eu tenho mania de não terminar nada do que começo. Pode ser qualquer coisa: desde um simples desenho (tenho esse hobby por desenhar), visitar alguém (eu paro no meio do caminho e volto para casa), ou até mesmo um curso que queria muito fazer. Eu simplesmente paro tudo, deixo pela metade e nunca mais toco no projeto inacabado, mesmo tendo certeza de que posso terminar. Isso acontece desde que sou criança, eu nunca tenho nada pronto, a agora tenho 21 anos e ainda não tenho nada do que idealizei. O que me aconselha? Desde já agradecida! 

 R: Olá, ter o comportamento de não concluir as tarefas ou projetos idealizados pode ter inúmeras causas, o importante é desvendar o que isso significa emocionalmente para você. Pode representar uma ameaça e estar relacionada com a questão do merecimento ou do amadurecimento, é importante perceber qual o ganho inconsciente que se está tendo em não finalizar as coisas. Apesar de racionalmente trazer uma consequência ruim, em algum aspecto o “não concluir” nos deixa numa situação confortável pois é um lugar conhecido. Terminar algo nos leva a fechar um ciclo e a inciar outro, precisamos lidar com o desconhecido que vem pela frente e dar conta dele, e isso não é uma tarefa fácil, mas extremamente necessária na caminhada da vida.

Estou colocando supostas relações com o comportamento que você apresenta, mas a melhor forma de desvendar, identificar e mudar um comportamento como esse é através da terapia. O processo do autoconhecimento clareia as situações nebulosas e nos dá a chance de mudar a nossa vida, saímos da condição de reféns emocionais e ganhamos mais autonomia para concluirmos nossas tarefas ou projetos, e construirmos uma vida mais condizente com o que nos faz feliz.

Um abraço,

Marcela

P: Olá primeiramente quero parabeniza- la trabalho do site maravilhoso! Bem , meu caso é o seguinte sou estudante de psicologia, estou 4°semestre, um bom tempo que tenho essa dificuldade na falar  de explorar minha idéias parece que foge da mente as vezes da branco e vou me perdendo no que eu digo, penso que também seja por falta de leitura frequentemente pode ser isso ,estou preocupada, já pensei em procurar um psicologo, outro problema é quando vou apresentar um trabalho em sala, nossa fico nervosa, á falar somem da minha mente e me perco totalmente no ia dizer.  O que fazer para superar isso? Obrigada!

R: Olá, que bom que gostou do Blog! Bom, a sua dificuldade em falar é muito comum, várias pessoas procuram um psicólogo para resolver esse problema e conseguir expor suas ideias, já que isso pode comprometer principalmente a área profissional.

Há pessoas que tem naturalmente mais facilidades em se colocar em público do que outras, isso faz parte das diferenças de personalidade existentes na vida e não quer dizer que as pessoas sejam melhores ou piores do que as outras, mas diferentes. Mesmo que a pessoa não tenha tanta facilidade em falar em público ela pode desenvolver isso ao longo da vida e usar quando necessário. O que acontece é que quando passamos por situações constrangedoras, principalmente na infância, e nos sentimos expostos e fragilizados, essa situação pode nos marca negativamente, impactando nossa auto imagem e autoestima. Quando passamos por uma situação parecida no presente rapidamente relacionamos com esse desconforto passado. Essa associação, nem sempre consciente, desencadeia ansiedade e angústia, ficamos extremamente inseguros e o desafio se torna grande demais e aparentemente impossível de superá-lo. A reação natural é o nervosismo, sudorese, aceleração do batimento cardíaco e o “branco”, quando tudo que estudamos e sabemos some da nossa mente exatamente quando precisamos. Para resolver essa questão você pode iniciar uma terapia, já que é estudante de psicologia a terapia será boa para essa questão e outras que surgirem no decorrer da sua formação e da vida. Você pode também tentar um bom curso de oratória que ensine como falar em público, esse aprendizado pode ajudar com técnicas e novas experiências que rompam com as associações negativas e se conectem com resultados positivos e de sucesso. Espero ter ajudado.

Um abraço,

Marcela

P: “Tenho problemas com relacionamentos. Parece que os homens não se interessam por mim, me sinto carente as vezes, e nessa angustia acabo tomando atitudes erradas que me fazem sentir pior em relação aos homens. O que eu faço de errado?”

R: Olá, a construção e a manutenção de um relacionamento são processos muito complexos e podem estar relacionados a inúmeros fatores. Um desses fatores é a autoestima. Ou seja, é preciso acreditar na própria capacidade de sedução e se sentir interessante para que, então, seja possível despertar o interesse do outro. Ao ler o seu relato me pareceu que a há uma baixa importante na sua autoestima que a faz acreditar verdadeiramente ser uma pessoa desinteressante. É possível modificar essa situação e se sentir mais feliz consigo mesma. Para isso, é preciso entender os motivos que a levaram a construir uma autoestima tão abalada. Geralmente, ela é construída ao longo da vida e está relacionada a eventos marcantes. Escrevi um texto no nosso blog que talvez possa te ajudar, cujo título é ” Acredite no seu Potencial” e foi publicado dia 18/02/2013. Espero, sinceramente, que você consiga reconstruir a sua história.

Um abraço,

Viviane

P: “Olá, conheci o blog recentemente e lendo os textos achei essa sessão de respostas aos leitores e decidi escrever para ver se consigo aliviar algumas duvidas. Na minha infância fui uma criança um tanto revoltada e muitas vezes violenta, por esse motivo acabei frequentando consultas com psicólogos e em parte o problema foi resolvido. Hoje em dia sou uma pessoa bastante calma, as vezes até demais. eu diria. Não expresso minhas emoções e costumo guardar tudo o que sinto sem nunca expressar, por conta disso as vezes sinto que desenvolvi um espécie de escudo ao meu redor e cada vez mais eu percebo que as coisas ao meu redor estão causando cada vez menos impacto em mim e que as pessoas despertam menos reações emocionais sobre mim. Sinto que a cada dia que passa vou me tornando mais indiferente a tudo, que nada tem importância ou significado e que o esforço simplesmente não vale a pena.  O que mais me assusta as vezes é que simplesmente não sinto falta dessas emoções, não sinto vontade de ter qualquer tipo de relacionamento seja amoroso ou mesmo amizade. E mesmo o relacionamento com a minha família as vezes se torna exaustivo pra mim. Na minha família ninguém teve um casamento duradouro ou feliz e mesmo os meus avós que estão juntos até hoje vivem brigando, minha mãe também teve vários relacionamentos problemáticos e uma infância traumática, resultando em diversos problemas emocionais que culminaram no suicídio dela a alguns anos. Depois disso acho que minha “indiferença” só aumentou. Gostaria de entender o que está se passando comigo e como mudar essa situação. Devo procurar um tratamento com psicólogo?”

R: Olá, primeiramente gostaria de agradecer por nos compartilhar um pouco da sua história. Ao longo da vida todos passamos por situações que nos despertam emoções bastante variadas. Há aquelas que são extremamente fortes e podem ser traumáticas. Quando sentimos que a situação é muito difícil de lidar, por gerar muito sofrimento, criamos de forma inconsciente, mecanismos de defesa que, como o próprio nome sugere, possuem a finalidade de nos proteger de tamanha dor. Me parece que foi isso que aconteceu com você em determinado momento e que você denominou como um escudo. Mas, esse processo pode ter sido intensificado devido as dificuldades que surgiram e que foram insuportáveis como o que ocorreu com a sua mãe. Porém, essa sua blindagem emocional está te incomodando e o impedindo de ter inclusive as boas emoções da vida. Acredito que seria muito portante para você procurar um psicólogo para iniciar um tratamento. Ele te auxiliará a lidar com os seus traumas, com as suas emoções e com a sua história de vida, que poderá então ser reescrita. Espero ter te ajudado um pouco.

Um abraço e boa sorte,

Viviane

P: “Olá! Primeiramente quero parabeniza-las pelo trabalho no site!

Bem, meu caso é o seguinte. Namoro a seis anos e a um bom tempo temos dificuldades sexuais  em relação a quantidade. Sempre discutimos sobre o tema mas somente agora que estávamos nos preparando para um possível casamento veio a conversa sobre o que realmente é a questão. Meu namorado me disse que não tem vontade de ter relações comigo e que com outras mulheres também não a não ser o interesse pela curiosidade. Então ele procurou um tratamento terapêutico e está neste processo a três meses. Ele me diz sempre que quer casar comigo e viver bem  com este problema resolvido, mas que não sabe o que fazer para resolver isso logo. Diz também que se sente mal perto de mim por saber que não pode me dar o que eu preciso e por este motivo optou por diminuir a frequência com que nos vemos. Eu estou sofrendo bastante com a situação, mas não sei como agir, eu gostaria de poder ajuda-lo mas também quero que isso se resolva logo. Existe algo que eu possa fazer? Obrigada!”

R: Olá, pelo o que você me descreveu a dificuldade existente está relacionada com o seu namorado e me parece que independe de você. Ele está em um processo de questionamentos e talvez de autoconhecimento também.
Acredito que o que está a seu alcance seja apoiá-lo nessa busca e estar aberta a conversar para compreender o que realmente está ocorrendo. E, uma vez que isso ocorra, decidir o que você deseja para si.

Um abraço,

Viviane

P: “Bom dia!! Pra falar a verdade nem sei por onde começar! rs Uma pergunta, como é q uma pessoa ansiosa e muito nervosa pode sentir prazer em arrancar cabelo (no meu caso na cabeça)? Eu estou quase ficando careca e não consigo parar. O meu nervosismo é tão grande que as vezes desconto na minha filha e em todos que estão perto. Qualquer coisa errada estraga o meu dia. Na maioria das vezes estou triste, são poucos os dias que fico feliz com a vida. Eu não sei por onde começar? Devo ir no psiquiatra? Ou me consultar com psicóloga? Obrigada por responder. Abraço!”

R: Olá,

A ansiedade excessiva pode levar a alguns comportamentos aparentemente estranhos, de alguma forma, arrancar os cabelos pode estar aliviando a sua ansiedade, como se fosse uma válvula de escape. É a mesma coisa com quem rói  as unhas, mesmo a pessoa não querendo ter esse comportamento de roer ela continua fazendo porque, de alguma forma, isso a distrai e alivia a ansiedade.

Canalizar a ansiedade para o outro também é comum quando não conseguimos administrar o nervosismo dentro de nós. Isso pode levar a um sentimento de culpa posteriormente, o que agrava a situação e reforça a ansiedade.

Porém, é muito importante essa percepção que você está tendo de si mesma, pois, só assim é possível reconhecer que algo não vai bem e pedir ajudar. As coisas podem melhorar muito quando baixamos nossas defesas e recorremos a uma ajuda profissional. A minha sugestão é que você vá a um psicólogo e comece uma terapia, o processo de auto conhecimento pode ser suficiente para baixar a sua ansiedade e trazer bem estar. Caso haja necessidade, o psicólogo pode te encaminhar para um psiquiatra.

Um abraço,

Marcela

P: “Eu estou com muitos problemas no meu relacionamento e tudo leva a crer que é por alguns comportamentos meus. Eu tentei de todas as formas entender o que eu faço de errado para ela e como ela tem esse tipo de comportamento e pensamento. Tipo, eu sempre tenho que assumir todos os erros, como se ela fosse uma pessoa livre da possibilidade de errar, e caso ela erre eu não posso falar nada, caso me magoe ou eu não goste, tenho que ficar calado, eu estou agindo errado falando? Pois me sinto o pior homem do mundo porque a mulher que mais amo fica muito triste quando acho q ela tem que ouvir alguma coisa por passar dos limites, ela diz que não se fala assim com uma mulher, que não se trata de igual para igual, tipo, ela me critica e eu não posso criticar. Isso está acabando com meu relacionamento e eu gostaria de saber se terapia ou algum tipo de tratamento me ajudaria a mudar ou a melhorar, ou me ajudaria a entender o que está acontecendo, porque tenho amigos que dizem que o que eu faço não tem nada de errado. Muito obrigado.”

R: A avaliação do que é certo e errado é delicada e varia de acordo com cada um. O que pode ser bom para um pode ser ruim para a realidade do outro. Acredito que o que você está querendo descobrir é o que é melhor para a sua vida. Aquilo que realmente vale a pena seguir em frente e o que é melhor reavaliar a possibilidade de uma mudança.

Acredito que a terapia pode ser um grande aliado nesse processo de se conhecer melhor e compreender o que está acontecendo na sua relação. Será importante também para que você perceba se é algo que você gostaria de modificar na sua vida. Quando não conseguimos seguir a diante sozinhos em uma dificuldade, é o momento de pedir ajuda profissional para um psicólogo. Ele te auxiliará a ver os pontos cegos que todos nós temos, ou seja, situações que estão completamente fora da nossa consciência, mas que nos fazem agir e pensar de maneira a dificultar diversos aspectos da nossa vida.

Um abraço,

Viviane

P: “Olá,

Hoje preciso desabafar com alguém que possa me fornecer uma opinião positiva sobre o que ando sentindo, bom a vida inteira fui chamada de gorda, inútil e coisas do gênero pensei várias vezes em me matar… Mas nunca o fiz e nem tentei,de uns dias para cá tenho me sentido bem comigo mesmo me achado bonita sabe? Mesmo que as pessoas a minha volta digam o contrário, não me sinto gorda e creio que não sou tanto quanto dizem, me vejo hoje como alguém que se fechou para o mundo e se abriu de uma vez e nessa época me doei demais para os outros e esqueci de mim, o excesso nunca é algo bom em nada, hoje eu estou recolhendo os cacos de mim mesma, sou muita nova e tenho muito a viver, mas a minha perspectiva de mundo é diferente da das outras pessoas, não quero me prender a um lugar, quero viajar o mundo e fazer dele meu lar, ando tão otimista que isso tem me assustado,só lembro de sentir isso quando estava apaixonada, mas é diferente é uma felicidade mais profunda e silenciosa, como as folhas ao vento ou o calor do sol da manhã na minha pele, olho no espelho e não vejo mais a mim mesma,vejo alguém que tem marcas e erros,um sorriso tímido que raramente me pinta os lábios, talvez finalmente eu tenha amadurecido, não consigo mas sentir repulsa ao ver minhas fotos por que quando confronto-as vejo que o meu passado se faz necessário e que ele é uma parte de mim, acho que agora entendo que não vejo mais a parte externa de mim mesma acho que aprendi a ver minha alma, me sinto livre como nunca me senti, os problemas não me derrubam mais pelo contrário são os motivos para mim continuar em frente, mas eu tenho tanto medo por que o que eu sinto agora não condiz com o que as pessoas me dizem, devo me importar e seguir essa correnteza me tornando igual as outra garotas ou devo penar um pouco e ser eu mesma?”

R: Pelo o que me descreveu me parece que você foi levada a vida toda a acreditar que era pior que os outros e a se ver de forma depreciativa.

A opinião dos outros costuma afetar de forma importante a nossa autoestima e autoimagem. E, na sua história, afetou de forma muito negativa.

Nesse seu novo momento me parece que você está conseguindo se olhar de uma maneira mais leve e, consequentemente, se gostando mais.

Esse é o caminho! É assim que você vai gostar mais do que você é, da sua história e daquilo que você poderá se tornar.

Parabéns!

Um abraço,

Viviane

P: “Olá Marcela! Primeiramente gostaria de parabenizar pelo blog! Queria falar com você sobre meu relacionamento com minha namorada, ela é uma pessoa maravilhosa, amo muito ela, mas ela tem muitos problemas como todos nos temos, tipo: problemas com relacionamento com  irmãos e familiares, com o trabalho, e problemas financeiros e por ai vai… Ela  já sofreu muito em relacionamentos anteriores, amorosos e com amigos, e eu percebi que quando tento conversar sobre algum problema que ela esta passando, ou quando nos estamos passando por algum desentendimento ou dificuldade, ela tem algum tipo de resistência em me falar certas coisas que aconteceram, em se abrir sabe, não sei se ela tem medo de contar e achar que vou pensar dela, gostaria de saber sua opinião como posso ajudá-la, e fazer com que ela não tenha medo ou resistência sobre esses problemas ou dificuldades que as vezes um casal passa por um relacionamento. Na oportunidade desde já agradeço! Espero que tenha entendido, aguardo retorno.”

R: Olá,

Pelas suas informações a sua namorada demonstra uma grande resistência a confiar, seja em você, seja nas pessoas em geral. A confiança é importante em qualquer relação: amorosa, profissional, com os amigos, mas, muitas vezes confiar é mesmo difícil e isso acontece por vários motivos. No caso da sua namorada você trouxe uma possível causa que são as experiências passadas. Todos nós passamos, ou iremos passar, por situações na qual confiamos e fomos decepcionados e cada um reagirá do seu jeito, dependendo da intensidade da situação e da condição emocional de cada um. É natural ficarmos mais receosos quando passamos por experiências negativas marcantes.

Essas situações podem nos ajudar a selecionar melhor em quem confiar, observar antes de dividir um segredo ou esperar certa atitude de alguém, mas, não deve ser um entrave para novos relacionamentos, pois são os amores, a família e as amizades que colorem com alegria nossa vida.

Da sua parte você pode ter algumas atitudes facilitadoras, como: prometer só o que puder cumprir, dizer a ela que pode confiar em você e nada mudará com isso, ou seja, que permanecerá ao lado dela. É bom esclarecer que você também confia nela e por isso espera que seja recíproco e, principalmente, que confiar é bom, que ela não precisa estar alerta o tempo todo e que pode relaxar. Se ela conseguir se abrir e contar alguma experiência difícil, é muito importante não criticá-la e manter a postura de apoiá-la, afinal ela enfrentou o medo e mudou de atitude.

Essa é a sua parte, por mais que você queira só poderá agir até um ponto. Para a mudança ocorrer é preciso que ela também se sinta incomodada com a situação e queira mudar. E se mesmo assim ela não conseguir é interessante que ela busque uma terapia para ajudá-la a entender essa e outras dificuldades e enfrentar as ameaças que a impeçam de ser feliz.

Boa sorte!

Marcela

P: ” Por favor, me ajude.

Sempre fui muito insegura, tenho baixa estima. Sempre acho que as outras  mulheres são mais bonitas que eu, e com isso, tenho ciúmes constantes da pessoa com quem me relaciono, como fuxicar o histórico da internet, telefone, e-mail dele. Estou com ele vai fazer 8 anos em setembro, mas acho que sempre fui assim insegura. Já devia ter procurado ajuda faz tempo, mas como estou desempregada, fica difícil. Resolvi procurar agora, porque meu relacionamento está acabando ou já acabou, não sei. Quem está envolvido é meu marido. Pra resolver meu problema, tento apenas fingir que não procurei nada nas coisas dele, mas tem horas que não aguento e falo se vi algo que não gostei. Isso chateia muito ele. Tipo, ele não pode ver uma foto de uma mulher na internet que eu quero saber. Ou seja, acho que na verdade, não fiz nada ainda pra resolver esse problema, sempre digo que vou mudar e nunca mudo. Minha auto estima é tão baixa, que mesmo ele me enchendo de elogios e me perdoando durante todos esses anos juntos, não deixei de fazer as mesmas  coisas. Não consigo confiar no meu potencial, não consigo ficar sem ter ciúmes, sem me sentir menos que os outros. “

R: Olá,
A auto estima é uma característica que envolve diversas áreas da vida. É muito
difícil saber quais os reais motivos que fazem você ter tamanha insegurança. Às vezes a auto cobrança e a auto exigência fazem com que nos vejamos de forma distorcida e inferior às demais pessoas.
A ajuda de um psicólogo parece ser fundamental para que você consiga aprender a lidar com esses medos e reconstruir a sua relação com o seu marido e com qualquer outra pessoa.
A psicoterapia, no seu caso, pode te ajudar a dar vazão a todas essas
inseguranças e a compreender as razões disso, para que você possa mudar.
Quando o sofrimento e as rupturas são intensas é hora de procurar efetivamente uma ajuda!
Estou à disposição e espero ter te dado um orientação.

Um abraço,

Viviane

10 respostas para Perguntas e Respostas

  1. Sabrina Cazon Bilancieri disse:

    Ola. Tenho um sério problema com a ansiedade, ja fiz acompanhamento com médico e hoje me libertei do remédio. Mas venho passando por uma faze ruim, de não conseguir me controlar. Tanto na parte de sentimento quanto em conversas. Não consigo sentar e explicar o que se passa comigo, nem pedir ajuda pra que alguém me de conselhos. Venho me sentindo esgotada pela minha rotina, de trabalho e escola. Brigas em namoro, sinto que ninguém mais ouve o que falo nem me da uma certa atenção, não posso expor minhas opiniões que sempre estou errada. E com tudo isso, venho só chorando guardando tudo pra mim, até calmante precisei tomar. Preciso de algumas palavras pra que eu possa conseguir me controlar e por tudo no lugar certo. E adoro psicologia, essa sera minha carreira. Obrigada

    • Olá,
      Me parece que você está com uma crise de ansiedade e, quando isso acontece, é realmente muito difícil de se controlar, pois a irritação e a angústia são muito fortes. Por esse motivo, acho importante você retornar ao seu médico para uma reavaliação. O remédio não deve ser visto como uma prisão ou um castigo, mas sim como um auxílio importante para retomar o seu equilíbrio.
      Junto ao medicamento, é importante que você busque uma psicoterapia, pois assim conseguirá falar tudo aquilo que guarda para si e poderá refletir e compreender os reais motivos para essa ansiedade tão grande.
      Quando você conseguir perceber as suas dificuldades e angústias, será possível aprender a conviver com a ansiedade sem permitir que ela tire o seu equilíbrio e bem estar. E, dessa forma, não permitirá que o excesso dela prejudique a sua vida familiar, amorosa, social e profissional.
      É possível, acredite!
      Um abraço,
      Viviane

  2. Karine disse:

    Ola!

    Estou com um serio problema, estou terminando o segundo semestre de psicologia (eu sei, muito pouco pro o que vem a seguir) mas cada dia mais sinto que me enquadro menos com a psicologia, antes de entrar na faculdade já fazia terapia desde os 9 anos, quando terminei o ensino médio não pensei duas vezes e corri pra fazer vestibular de psicologia, por sorte consegui até bolsa com desconto.. Primeiro semestre foi tudo as mil maravilhas, já no segundo começou a vontade de desistir, trabalho com arte final (área de design), mas não me imagino fazendo outra coisa na vida se não sendo pra alguém tudo o que um dia minha psicologa foi pra mim…
    Queria saber se você pode me dar alguma dica, conselho, porque sei que tudo só esta começando, uma hora ‘vou querer psicanalise’ na outra ‘serei behaviorista’, cada vez mais estou mais confusa ainda.

    • Olá,
      O início da faculdade é um momento muito marcante, mas também delicado na vida dos jovens. Ao escolher uma profissão o estudante inicia uma fase de descobertas, conquistas e, consequentemente, medos e inseguranças. Será que escolheu a profissão certa? Será que vai dar certo?
      A sua escolha pela psicologia se baseou, entre outros pontos, pela sua própria experiência de muitos anos de terapia. Uma vez que você sentiu diretamente os benefícios e bem estar que a psicologia clínica promove. Me parece natural que essa tenha sido uma opção para você, o que não significa que seja a única possível.
      Quando não nos sentimos plenamente satisfeitos em alguma área da vida, é importante pararmos e refletirmos o que pode estar acarretando tamanha angústia. Qualquer curso que você vá estudar terá um ciclo básico que, como o próprio nome sugere, não é muito específico e é comum que os alunos fiquem ansiosos para estudar assuntos ligados mais diretamente ao campo de trabalho. Para minimizar esse desconforto, é válido que você busque ler livros da área, converse com pessoas que estejam vivenciando períodos mais adiantados do curso e procure professores para conversar. Assim, você poderá ter mais contato com a profissão propriamente dita e se sinta um pouco mais segura para tomar alguma decisão.
      Se dê um tempo para experimentar, testar e pesquisar! Não se pressione tanto para tomar uma decisão o mais rápido possível. Utilize esse mal estar que está sentindo a seu favor e busque o máximo de informações que puder sobre a psicologia. Retornar à terapia pode ser um importante aliado nesse processo.
      Boa sorte!

      • Karine disse:

        Muitooo Obrigada mesmo!

        Já entrei em contato com uns 4 terapeutas e estou só esperando retorno para iniciar a terapia… O concelho de você foi muito valido.

  3. Sabrina Cazon Bilancieri disse:

    Olá, alguns anos atrás quando fazia ainda a 5ª série quando eu tinha 12 anos, eu passei um momento horrível na minha vida, eu conheci um menino e ele me batia na escola, me ameaçava, ameaçava minha família, jogava coisas em mim, ligava em minha casa o tempo todo. Por dois anos no máximo passei por isso, e nunca deixei minha família o denunciar pois morria de medo dele. Posso dizer que sofri muito, vivia só para sofrer ameaças, e chorar. Até que graças a Deus ele sumiu, nunca mais me ligou, e com isso se passaram os anos ate agora. Esse ano tenho 17, passado 5,6 anos ele me ligou no ano passado, me pedindo desculpas, dizendo que havia mudado, se arrependido do que havia feito, e conversei normal, ainda por medo; e novamente ele não havia ligado até esse ano. Ele me ligou na semana passada, disse que ainda gostava de mim, que nunca mais haviamos conversado, e eu por medo também conversei normal, ouvi ele contar da vida dele e desligamos. Até hoje ele não ligou mais, venho fazendo orações, chorando e pedindo a Deus que o leve pra longe de mim e da minha familia. O que quero dizer é que, eu entrei em depressão na época, consegui me libertar disso, e quando estava superando ele ligou novamente, e isso, me abalou completamente. Ainda tenho guardado todo sentimento de medo, desespero, angústia dentro de mim só de lembrar do nome dele, e ainda passo muito mal em lembrar de cada momento vivo ainda em minha memória. Só com essa ligação normal dele, me veio o medo de repetir a situação e não saber o que fazer, mais em meu psicológico, preciso de ajudar para me controlar, conseguir não sentir esse medo dentro de mim, todo esse sentimento ruim. Preciso conseguir controlar a minha mente, e minhas emoções, eu sofro muito antes da hora, acabo vivendo em pensamento o que não acontece no real,e com isso, vou me entregando novamente para a depressão. Por favor me ajudem, a controlar o meu medo, a controlar e a tirar de mim essas lembranças e sentimentos, pois quero viver em paz novamente, obrigada beijos

  4. Pedro disse:

    Olá, tenho tido ultimamente uma dúvida não em relação a mim, mas mais relacionada a psicologia em si. Procurei em vários lugares mas não achei a resposta para isso, e achei a aqui o melhor lugar para perguntar. Enfim, tenho lido várias coisas sobre contagio emocional. Já entendi o que é, mas eu gostaria de saber se é possível “disfarçar” os sentimentos. Ou seja, por exemplo, você se sente deprimido mas não quer que as pessoas ao seu redor também se sintam deprimidas por sua causa, ao contrário, apesar da sua tristeza você quer que as pessoas sintam uma energia muito boa vindo de você, melhor até do que a de outras pessoas que não sofrem de depressão. É possível “contagiar” as pessoas com um sentimento contrário ao que você sente? Mesmo não sentindo total felicidade é possível fazer alguém perto de você sentir isso só com o contagio emocional? Só lembrando, não sofro de depressão atualmente, já passei por isso tempos atrás mas essa minha dúvida e só sobre a psicologia mesmo. Obrigado e parabéns pelo blog!

  5. Maiara disse:

    Olá, sou muito sensivel e estou começando a achar que isso pode ser um problema… choro por tudo, cachorro/gato abandonado, se alguem fala algo meio atravessado e coisas assim e não importa se estou triste ou feliz, se vejo algo assim ja choro, o problema é que isso tende a acontecer todo dia e depois que acontece fico triste um bom tempo.. isso é normal? tem tratamento? não quero ser assim, mas não sei como mudar …

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