Os relacionamentos nas redes sociais

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A vida está muito corrida! Os dias estão cada vez menores para que possamos realizar todas as tarefas que precisamos ou desejamos. Muitas horas têm sido perdidas no trânsito. As refeições estão mais rápidas e temos menos tempo para dormir e descansar.

A falta de tempo é um problema que acomete a maior parte da população mundial. Com isso, a interação entre as pessoas está cada vez mais virtual. O pouco tempo que se tem livre é um dos motivos que diminui ainda mais a disponibilidade das pessoas para saírem e se encontrar.

Aproximando pessoas

O mundo virtual é mais rápido, mais direto e imediato. Além disso, a todo momento um novo dispositivo de relacionamento virtual é criado, o que facilita e estimula esse tipo de interação social. Há uma variedade grande de meios de comunicação virtual, entre eles e-mail, redes sociais, torpedos, chat, mensagem de texto, blog e tantos outros.

Tais formas de relacionamento são importantes e facilitam a vida moderna e rápida a qual estamos inseridos. São capazes de diminuir distâncias entre pessoas que vivem longe. Aceleram a comunicação tanto no trabalho, quanto no campo pessoal. Geram oportunidades de reencontros, produzem menor gasto para os usuários e para as empresas. Globalizam o acesso a informações.

O grande número de pessoas que são facilmente acessadas mediante a internet permite que haja também um movimento politizado das redes sociais, que promovem uma mobilização de multidões em prol de uma causa. Acompanhamos isso tanto em passeatas contra a corrupção no Rio de Janeiro, como quedas de ditaduras em países árabes.

Além disso, escutei uma história que exemplifica outra vantagem dos dispositivos virtuais. Trata-se de um casal de brasileiros que vivem há anos na Itália. Pelo menos três vezes por semana eles se sentam a mesa de jantar com o computador ligado e “jantam” com seus familiares que moram em São Paulo. Nesse caso, o mundo virtual foi capaz de promover um reencontro e manter o contato entre pessoas queridas, mas que, por uma imposição geográfica, estão distantes fisicamente.

Mas, então, há algum problema?

Verifica-se que o contato físico entre as pessoas está diminuindo. Cada vez mais escutamos histórias de namoros, amizades, encontros, que duram por bastante tempo até que os componentes decidam se encontrar pessoalmente.

Inúmeras são as histórias de pessoas que se aproveitam da virtualidade para mentirem a respeito das suas informações pessoais, utilizando fotos falsas ou dados inverídicos para estimular o interesse e a curiosidade do outro. Com isso podemos pensar, até onde esse tipo de relacionamento pode ser considerado real?

Outro aspecto relevante é perceber até onde alguém transfere, de forma prejudicial, seus relacionamentos pessoais para os virtuais. Há alguns sinais que podem demonstrar essa tênue diferença.

O principal comportamento observado é uma diminuição da vida social, assim como a perda do interesse de realizar atividades que não sejam mediante um computador.

Por trás dos relacionamentos virtuais podem existir pessoas com dificuldades nas relações interpessoais, como uma timidez excessiva, medo ou insegurança de se expor ao outro. Por isso, a virtualidade se torna uma forma de refúgio.

Distanciando pessoas

Uma pesquisa recentemente publicada, realizada entre diversos países, verificou que a maioria dos jovens com até 30 anos de idade, principalmente brasileiros, preferem ter acesso à internet a namorar, ouvir música ou sair com amigos. (**)

Devemos, portanto, ter cuidado de como utilizar as ferramentas virtuais. As amizades e os relacionamentos afetivos não devem ser baseados exclusivamente na forma virtual. As pessoas precisam de contatos pessoais, como abraços, sorrisos, beijos, toques. A interação direta com o outro permite que os indivíduos se sintam pertencentes a algum grupo real. A ausência disso gera relações cada vez mais distantes, impessoais e solidão.

É dessa forma, presencial, que a nossa rede de apoio, geralmente formada pela família e amigos próximos, fornece suporte emocional para lidarmos com os problemas que surgem ao longo da vida. Assim, as pessoas sentem-se menos solitárias e sozinhas. Quem não gosta se sentir um abraço apertado de uma pessoa querida ou receber um colo quando passamos por alguma situação difícil?

A busca por um ponto de equilíbrio

Para tudo existe um equilíbrio! A vida virtual promove inúmeras recompensas, porém, não deve se tornar uma fuga para aumentar o distanciamento entre as pessoas e, consequentemente, exacerbar as dificuldades de cada um.

O importante é sabermos utilizar, a nosso favor, os benefícios que cada tipo de relacionamento promove, de modo que possamos viver mais plenamente e próximos daqueles que amamos.

Esse tema apresenta diversos aspectos que podem ser abordados e discutidos. Se você ficou com alguma dúvida ou curiosidade sobre o assunto comente ou mande um e-mail para acaminhodamudanca@gmail.com

(*)      Fonte imagem: http://www.photoxpress.com

(**) Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/978270-jovens-dao-mais-valor-a-internet-que-a-namoro-moradia-e-carro.shtml

Por: Viviane Lajter Segal
Psicóloga clínica CRP 05/41087 - viviane@lajter.net

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Marcela Pimenta Pavan

Olá queridos leitores!

Pensando sempre em uma maior aproximação, criamos novas apresentações pessoais, atualizadas, para que vocês possam conhecer melhor o nosso trabalho que é construído junto com vocês.

Marcela Pimenta Pavan

Psicóloga clínica e Psicóloga na Associação Mão Amiga (R.J). Especialista em terapia de casal e família na PUC-Rio, co-fundadora  e autora de inúmeros textos do blog. Atendimentos individuais a jovens e adultos. Atendimento em grupos de familiares com crianças no Transtorno do Especto Autista. Ampla experiência com familiares de portadores de necessidades especiais e desenvolvimento de habilidade sociais para jovens.

APRESNTAÇÃO 3

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Respondemos você.

P: Olá Marcela, tudo bem? Encontrei seu blog por acaso quando joguei no google a seguinte pergunta: área mais promissora da psicologia. Bom, sou de Goiânia, tenho 26 anos. Sou formada em Administração. Mas primeiramente quero dizer que em 2007 fiz o 1º período de psicologia e comecei a trabalhar com meu pai ao mesmo tempo. Nisso eu acabei me envolvendo, trabalhando em áreas nada a ver com a psicologia e resolvi fazer reopção de curso para Adm. Confesso que hoje me arrependo amargamente!

Sempre quis psicologia. E todos diziam: o 1º período não serve de base pois é uma introdução a psicologia. Enfim…. Me formei. Fiquei 1 ano parada e agora retomei psicologia. Confesso que adm não é minha paixão e eu iria fazer outro curso, psicologia ou direito. O direito pelos concursos.

Só que fiquei com medo de cometer o mesmo erro fazendo Direito sendo que minha paixão desde sempre era/é Psicologia. Porém o que me preocupa é onde atuar. Pois todos dizem: psicologia não dá dinheiro. Áreas de atuação no mercado muito funilada e blablablabla

Penso eu que para ter sucesso profissional é estudar bastante, especializar, ter contatos…. essas coisas. Fazer seu nome. Mas na psicologia podemos dizer se existe uma área mais promissora ou devo por enquanto me desapegar nisso de: ganhar dinheiro na profissão e procurar crescer na área, mercado……

Obrigada pela atenção.

Aguardo.

R: Olá! Eu acredito em vocação, ou seja, um encontro entre as habilidades/talentos individuais e um trabalho que possibilite a realização das suas potencialidades profissionais. Há uma entrevista com a psicóloga Angelita Scárdua bem esclarecedora sobre o conceito de vocação que você poder ler clicando aqui .

As suas dúvidas e inseguranças são naturais, as mudanças são desafiadoras, mas também inevitáveis. Se há algo em você que sente a Psicologia como uma paixão, é importante olhar para isso e considerar essa escolha. A realização profissional é muito importante para a realização pessoal e a conquista do sucesso. Sugiro a leitura de um texto que escrevi que aborda precisamente essa questão Mudar é preciso!

A minha primeira formação foi Publicidade e Propaganda, trabalhei 10 anos como Publicitária e só depois tive a coragem para seguir a minha  vocação, administrei por algum tempo a Publicidade e a Psicologia para depois seguir somente com a Psicologia. Hoje vejo que ter percorrido esse caminho antes da Psicologia só me ajudou, viver outras experiências foi e é muito importante na minha atuação como Psicóloga.

É preciso fazer isso que você está fazendo, observar outros profissionais, criar estratégias, olhar para o que você gosta mas também para as oportunidades do mercado. Existe demanda para a psicologia, nesse mundo cada vez mais acelerado, as pessoas estão muito ansiosas e, muitas vezes, precisam de ajuda para lidar com as cobranças internas e externas, os relacionamentos, os filhos, o trabalho e etc. A Psicologia vem como um apoio, um processo de auto conhecimento que auxilia na conquista de uma vida mais equilibrada e com mais bem estar, ou seja, é natural que a procura por esse profissional aumente. Vejo uma demanda crescente que exige do profissional uma postura mais presente, criativa e flexível, sempre com responsabilidade. E também depende de qual área pretende seguir, se for a clínica é preciso um pouco mais de paciência até construir uma carreira e receber clientes com frequência. Outras áreas podem ter uma ascensão mais rápida, é o que mostra a revista exame que fez uma matéria com o título Freud explica: salário de psicólogo é o que mais subiu

Existem muitas possibilidades dentro da Psicologia, é preciso seguir um passo de cada vez. Primeiro entender essas possibilidades de atuação durante o curso, na sua própria faculdade ou fora dela. Escolher algumas áreas, fazer estágios, vivenciar e decidir o que lhe agrada. É importante também se aproximar de pessoas que podem te ajudar na escolha que fizer e usar a criatividade e a pro-atividade para se inserir no mercado.

Vale a pena seguir nossa vocação!

Um abraço

Marcela

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Viviane Lajter Segal

 

Olá queridos leitores!

Pensando sempre em uma maior aproximação, criamos novas apresentações pessoais, atualizadas, para que vocês possam conhecer melhor o nosso trabalho que é construído junto com vocês.

Viviane Lajter Segal

Sou psicóloga clínica, especialista em terapia de casal e familiar na PUC-Rio, co-fundadora  e autora de inúmeros textos do blog. Os atendimentos individuais são realizados a adolescentes, adultos e idosos. Possuo amplos estudos sobre a infertilidade e as repercussões psicológicas na conjugalidade. Experiêcnia clínica no atendimento a familiares de portadores de necessidades especiais e gestantes.

Atendimento em Copacabana e na Barra da Tijuca/ RJ. Contatos: viviane@lajter.net e cel. 21 99271-1519.

viviane

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Entrevista sobre o Carnaval no Canal Futura.

Estamos bem próximos de um dos momentos mais esperados do ano, o Carnaval. Como disse no texto que postei essa semana “O Carnaval pode ser muito proveitoso, é o momento de relaxarmos e vivenciarmos um lado nosso que não permitimos na maior parte do ano, de se divertir com o inadequado, extravasar a alegria e retornar mais leves para a realidade.” É Carnaval! A importância da brincadeira e da fantasia.

Através desse texto, a produção do Canal Futura entrou em contato e me convidou para uma entrevista no Programa Conexão Futura, sobre o comportamento das pessoas no Carnaval.

A entrevista aconteceu hoje, além de mim mais duas pessoas participaram, um folião e uma representante dos blocos de rua do Rio de Janeiro. O programa aborda a folia do carnaval, analisa o comportamento e dá dicas de como aproveitar bem essa época de alegria. Para ver a entrevista na íntegra, clique no vídeo abaixo. Um abraço e Bom Carnaval! Marcela

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Respondemos Você!

P: Bom dia, Viviane/ Marcela. Tudo bem? Eu acessei o blog de vocês, pesquisando no google sobre sites parecidos.

Tenho 32 anos, sou casada há 2 e não tenho filhos ainda. Tenho irmãos mais velhos e pais separados desde que eu tinha 13 anos. Quando tudo aconteceu, eu fui morar com a minha mãe e meus irmãos com meu pai.

Desde quando meus pais se separaram não se conversam, não têm boa relação.  Morei com a minha mãe até os 30 anos, quando me casei e mudei de cidade, ou melhor de Estado.

Tenho uma ótima relação com ela, somos como unha e carne, mas sinto que o excesso me deixa angustiada, pois sempre acho que preciso fazer mais por ela, que qualquer falta de atenção da minha parte pode deixa-la triste e afastá-la de mim. Ela já teve depressão e por isso sempre me senti meio que a cuidadora, a pacificadora da família. Ela sempre dizia que eu era tudo para ela, que quando nasci foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela, que esperava uma “menininha” na gravidez. Até já me chantageou emocionalmente algumas vezes com relação a atenção com ela.

Hoje, eu moro em outro Estado, muito longe dela e não tenho a mesma disponibilidade de vê-la, talvez até 2 ou 3 vezes ao ano. Não consigo passar datas importantes com ela, como o dia das mães, festas de final de ano, entre outras.

Enfim, sinto muita falta dela, mas sinto muito mais por ela, por achar que eu a abandonei. E isso causa um certo mal estar com o meu esposo, pois ele fala que eu preciso me desvincular, que eu tenho agora outra família, que somos nós dois e futuramente filhos.

Eu, realmente, gostaria de me sentir mais livre desse apego. Será que vocês poderiam me dar uma dica, uma luz? Gostaria que a minha identidade fosse preservada no blog de vocês.

Muito obrigada

R: Olá, o divórcio é sempre um momento muito delicado, não somente para o casal, mas também para as crianças envolvidas. Pelo o que você relata houve uma separação não somente dos pais, mas também dos filhos desta família. O que acabou gerando para a sua mãe um sentimento de dependência forte em relação a você.  Com isso, se tornou difícil para você, ao longo dos anos, desenvolver uma independência emocional e segurança para se distanciar um pouco. Provavelmente, por isso, você se sinta tão angustiada com essa situação.  Pode ser um misto de culpa pela fantasia de estar abandonando a sua mãe, mas também uma dificuldade de se libertar emocionalmente para enfim se tornar mulher e mãe de família. Apesar de parecer simples, esse é um processo bastante complexo psiquicamente.

Um psicólogo vai te ajudar nesse processo de redescobrimento e de crescimento. Siga em frente e boa sorte!

Um abraço,

Viviane

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É Carnaval! A importância da brincadeira e da fantasia.

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* Por: Marcela Pimenta Pavan

Vivemos preocupados com o trabalho, com as contas, com os filhos, com a segurança, com a saúde… Na maior parte do ano estamos correndo atrás de alguma coisa e o nosso lado racional é valorizado por nos auxiliar com a clareza e objetividade necessária aos desafios cotidianos.

Mas existem alguns períodos em que a situação se inverte e o Carnaval é a representação mais clara desse momento. A racionalidade fica em segundo plano e o princípio do prazer conduz grande parte das pessoas. A brincadeira, a vontade, a sensualidade e a alegria tomam conta do país e muitos se rendem a magia dessa época.

Do ponto de vista psicológico esse é o momento do ID, que segundo Freud é uma instância psicológica que todos nós possuímos, regido pelos impulsos do prazer, guiado pela satisfação dos desejos e não por suas conseqüências.

A psicologia Junguiana utiliza-se, entre outros recursos,  dos mitos para entender a psique humana. O mito grego do deus Dionísio é o que se assemelha ao espírito do carnaval. Dionísio era filho do grande Zeus e de sua amante Semele. Foi perseguido por Hera, esposa de Zeus, e atingido por sua loucura. Possui o lado divino dos deuses, mas também o lado irracional e selvagem. É o deus do vinho, das festas, do êxtase, configura a imagem do impulso, da satisfação. Assim contrapõe-se a tudo que é cauteloso e conservador.

 Fantasias

A fantasia traz a possibilidade de projetarmos externamente conteúdos internos que permeiam nossa imaginação. Através das cores e dos personagens brincamos de forma mais livre com esses conteúdos. O momento do carnaval é propício para isso, é quando a brincadeira e a criatividade são permitidas e estimuladas pela maioria.

Com a individualidade protegida das críticas e julgamentos, a fantasia nos liberta e nos permite interagir de forma livre e despreocupada. As diferenças e preconceitos são minimizados e, por isso, o Carnaval é chamado uma festa democrática. É um momento que todos aproveitam e interagem independente da cor, do país ou da classe social.

Melindrosas, prisioneiros, chapolins, baianas, abadás e tudo que a imaginação quiser pode virar realidade por alguns dias e nos levar pelo clima “dionísico” do carnaval.

E isso não é um pouco perigoso?

É importante que os excessos sejam evitados. Perder totalmente o controle traz consequências, talvez não agradáveis. Mas do ponto de vista psíquico o carnaval tem uma função positiva e nos ajuda a vivenciar outros aspectos psicológicos.

Segundo a abordagem junguiana nós possuímos vários pólos opostos dentro de nós: amor/ódio, vida/morte, confiança/traição, puerilidade/sabedoria, profano/sagrado, entre outros. Apesar de opostos, um lado precisa do outro para existir. A totalidade do ser só é possível quando reconhecemos esses lados (principalmente os não adequados) e trabalhamos para uma integração saudável entre eles. Tentar eliminar um pólo em detrimento de outro não é benéfico e nos distancia da realização e do bem-estar.

O Carnaval pode ser muito proveitoso, é o momento de relaxarmos e vivenciarmos um lado nosso que não permitimos na maior parte do ano, de se divertir com o inadequado, extravasar a alegria e retornar mais leves para a realidade.

“Mas é Carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar
Deixa o barco correr
Deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira
Que você me quer
O que você pedir, eu lhe dou
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser”

*Marcela Pimenta Pavan, é psicóloga clínica. Atende jovens, adulto e família – CRP 05/41841.
Contat0: marcelapimentapavan@gmail.com
Consultório no Largo do Machado – Rio de Janeiro. 
Referências,
Música: Noite dos Mascarados. Compositor: Chico Buarque
Fonte: Revista Psiquê. O carnaval e a importância dos ritos.
Foto: Passarinho/Prefeitura de Olinda.
Escrito por Marcela Pimenta Pavan, todos os direitos reservados. 
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