Quando as desqualificações envenenam a relação de amor.

desqualificações

*por Marcela Pimenta Pavan

O início de uma relação amorosa é repleto de sonhos, projeções e expectativas. Com a convivência vamos percebendo que algumas das expectativas são correspondidas e outras não. Cada um traz consigo uma história de vida e a ideia do que é importante dar e receber numa relação.

Temos a tendência a olhar o outro, e a interpretar o que ele faz, através da nossa perspectiva, o que é um grande engano. É comum em um casal ouvir a frase: ” É obvio que tal coisa é importante, qualquer um vê”. Dando a entender que se o outro não está percebendo da mesma maneira é porque não está se importando, o que leva a outras interpretações, como: ele (a) não gosta de mim ou é imaturo (a) ou é acomodado (a), etc.

Antes de chegar a essas conclusões é fundamental considerar outra possibilidade, a de que o que é óbvio para uma pessoa pode não ser para outra. É preciso encontrar maneiras de explicar o que é importante para si e ouvir verdadeiramente o que o outro tem a dizer, aceitando que as duas histórias têm pesos iguais.

Desqualificações                                                                                                                         

Quando as diferentes perspectivas não são esclarecidas, ou seja, não há uma boa comunicação entre o casal, é comum as decepções se tornarem frequentes e começarem as desqualificações.

As desqualificações surgem, muitas vezes, expressando insegurança, mágoa e desprezo pelo outro e podem acontecer como deboches e ironias com uma excessiva carga negativa.

É comum ouvirmos, tanto dos homens quanto das mulheres, queixas sobre o parceiro (a), dizendo que o outro não se importa com alguma situação delicada ou que gostaria de uma maior participação na rotina da casa. Desagrados dessa ordem são naturais no relacionamento, mas, quando se tornam recorrentes podem se tornar um sério problema.

Inicia-se uma dinâmica negativa na relação, alimentada por uma parte que desqualifica a outra. O lado frequentemente criticado pode não suportar e se afastar momentaneamente ou definitivamente. Mas existem outras possibilidades, a pessoa pode aceitar esse lugar e se sentir fragilizada e impotente, ter a sua autoestima prejudicada e se tornar passiva e dependente. Esse comportamento tem efeito direto na relação, o que leva o casal a se manter unido não pelo amor, admiração e respeito, mas pela dependência que um tem do outro.

Intenções e valorização

Algumas vezes, quando um dos parceiros é muito crítico pode ter a intenção de ajudar, mesmo assim é importante avaliar se a crítica não está aumentando a insegurança ao invés de motivar o companheiro a mudar.

Junto com a boa crítica é importante reconhecer e valorizar o outro naquilo que ele tem de bom e faz bem. Um pode ser muito bom em administrar a casa, fazer as compras, a comida, providenciar a limpeza e arrumação das roupas… e o outro pode ser ótimo em negociar valores, conversar sobre assuntos mais delicados com os filhos…. Cada ser humano é bom numa determinada área.

Reconhecer o que o parceiro (a) faz de bom, diminui a insegurança, motiva um maior envolvimento e fortalece a autoestima e a união. Além disso, alimenta uma relação saudável baseada na admiração. Casais felizes se sentem bem com a presença do outro, valorizados. Exercite esse feedback positivo na sua relação, lembre o que te encantou na pessoa quando se conheceram. Isso fortalece a relação e dá uma base sólida para compartilhar a vida, seja ela como for.

Leia também: Conflito nas relações: território ameaçado.

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
Atendimento: pelo site acaminhodamudança e consultório no Largo do Machado – R.J
Contatos: marcelapimentapavan@gmail.com
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Relacionamento pais e filhos: você escuta os seus filhos?

blog paisefilhos

* Por: Viviane Lajter Segal

Crescer, ter filhos e formar uma família costuma fazer parte dos projetos de vida da maioria das pessoas. Junto à realização desses sonhos vem as responsabilidades, preocupações, falta de tempo para si e para o companheiro e, consequentemente o estresse diário. No meio dessa correria toda quando chegamos em casa após um dia de trabalho queremos encontrar com a família e relaxar um pouco. Certo? Nem sempre é tão simples assim! Principalmente quando se tem criança pequena, pois é quando elas querem contar as suas experiências e exigem total atenção dos pais. É nesse momento que muitas vezes precisamos desligar das preocupações pendentes do dia ou desistir daquele banho relaxante que gostaríamos de tomar para ouvir as histórias dos pequenos! Esse pode ser, para muitos, um processo difícil. Requer paciência, autocontrole e muito cuidado. E você? Como age quando o seu filho quer te contar algo? Será que você dá a atenção que gostaria?

A linguagem corporal é uma forma de comunicação muito importante e, por várias vezes, fala mais que muitas palavras. Um exemplo muito claro disso é quando o pai senta para conversar com o filho, mas o seu olhar não sai da frente do celular checando as mensagens instantâneas ou as novidades nas redes sociais. Qual a mensagem que esses pais estão passando, sem perceberem, ao agirem dessa forma? Provavelmente, que as suas opiniões não tem importância ou que não se interessam pela vida dos seus filhos.

Se permita parar e ouvir

O afeto vai muito além dos cuidados de higiene e alimentação, que também são importantes, claro! É algo bem maior que exige atenção, cuidado, disponibilidade e dedicação. É poder se disponibilizar a escutar o outro de verdade, desligar dos seus próprios problemas e ser empático com as questões alheias. Prestar atenção realmente no que é dito, conversar, trocar experiências e aconselhar seus filhos. Esses gestos, teoricamente pequenos e simples fazem muita diferença na formação da personalidade e na autoestima dos pequenos.

Acolher o seu filho naquilo que ele te conta, perceber a importância que isso tem em sua vida, acompanhar suas experiências de perto, permitem que se construa uma relação mais próxima entre vocês. O resultado desses atos gera segurança, interesse e sensação de pertencimento dos pequenos na família.

O diálogo entre pais e filhos possibilita que as crianças aprendam a se expressar, a reconhecerem seus sentimentos e a lidarem com as frustrações e dificuldades que venham surgir pela frente ao longo da vida.

Ela é só uma criança! Ainda não entende.

Um engano muito comum dos pais é acreditar que, por serem crianças, elas não compreendem o que está acontecendo e que, portanto, esse tipo de comportamento não vai prejudicá-las. Porém, ocorre exatamente o oposto! Quando pensamos na constituição psíquica de uma pessoa ainda em formação percebemos como esse processo é delicado e pode deixar marcas para toda a vida.

Os impactos disso na psique dos pequenos vão variar de acordo com diversos fatores e com o ambiente em que se desenvolverão. Alguns comportamentos poderão ser desencadeados ao longo do tempo, uma vez que essas então crianças tendem a começar a se calar evitando conversar com os pais. Aos poucos vão se fechando, acreditando ser menos interessantes ou inteligentes que os demais a sua volta. Como consequência podemos ver o desenvolvimento de uma timidez excessiva. Outro possível impacto psicológico é uma baixa na autoestima que faça com que essa criança cresça e se torne um adulto inseguro e receoso em tomar decisões. Exemplos disso poderão ser percebidos nos seus relacionamentos afetivos ou na construção da sua própria família.

Cuidado e atenção

O relacionamento entre pais e filhos é muito delicado e requer um cuidado diário, nas pequenas atitudes. As crianças são muito atentas ao o que ocorre a sua volta e, apesar de pequenas, tem sensibilidade para perceber quando seus pais estão prestando atenção nelas verdadeiramente.

Pare, reflita, respire e converse com os seus filhos! Você estará ajudando a formar uma pessoa mais segura de si e capaz de tomar boas decisões ao longo da vida, além de fortalecer o relacionamento de amizade, cumplicidade e afeto entre vocês.

* Viviane Lajter Segal, psicóloga clínica, CRP 05/41087.

Atendimentos: pelo site acaminhodamudança e consultórios em Copacabana e na Barra da Tijuca – R.J

Contatos: viviane@lajter.net

 

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Conflito nas relações: território ameaçado.

Briga

*por Marcela Pimenta Pavan

Onde há gente, há relacionamento e, constantemente, conflito. Os conflitos fazem parte da natureza das relações, sejam eles amorosos, profissionais ou familiares.

Temos a tendência de pensar o conflito como algo exclusivamente negativo, mas a psicologia sabe que, muitas vezes, o embate é necessário nas relações para que surjam novas possibilidades de ajustamento. É uma oportunidade para a pessoa parar, repensar e se dispor a encontrar formas mais criativas e satisfatórias de convivência, e assim as relações amadurecem.

Muitas pessoas, porém, ao se verem em um embate escolhem um caminho diferente, optam precocemente pelo afastamento ou rompimento das suas relações, como uma forma de resolver a questão angustiante e incômoda. Isso pode ser uma possibilidade, mas vejo que um dos motivos das pessoas desistirem antes da hora é simplesmente por não entenderem o outro, e principalmente, a si mesmos.

Essa dificuldade de compreensão está relacionado, entre outras coisas, a uma não percepção do espaço de importância que o outro ocupa nas suas relações, a esse espaço podemos dar o nome: território de atuação.

O território de atuação é um dos aspectos mais valiosos para nós e, muitas vezes, não nos damos conta. É o lugar que construímos psiquicamente e imaginamos sermos valorizados, amados e respeitados por isso.

Conseguir ler ou não o território demarcado exige uma boa observação e reflexão, pois não há nenhuma linha definida que nos mostre claramente isso, porém percebê-lo e respeitá-lo podem evitar embates desnecessários ou melhorar a qualidade deles.

Como assim ler o território?

Tanto os animais quanto os seres humanos necessitam demarcar seu território, além do geográfico, homens e mulheres constroem simbolicamente territórios de existência e atuação. Ali determinam o seu lugar de poder e conforto e qualquer ameaça ou invasão gera o conflito, muitas vezes estamos reagindo e protegendo o nosso território, ou ameaçando o território do outro, e não percebemos.

Por exemplo, quem nunca viu um funcionário novo ser boicotado por um colega de trabalho. É natural que o novo chegue com energia e novas ideias e isso pode representar uma ameaça para quem já está há mais tempo na função e já tem estabelecido seu território de atuação.

Na família, a nova namorada do pai pode representar uma ameaça para a filha. A atenção do pai para a mulher estranha pode estar invadindo o território já estabelecido entre pai e filha. A angústia de ser esquecida pelo pai cresce e os conflitos surgem através do ciúmes e dos comportamentos da filha para conseguir mais atenção.

O ser humano quando se sente ameaçado pode ter reações extremas, atacar, se descontrolar, se afastar, se fragilizar.

Como identificar os territórios de atuação?

O primeiro passo é observar e escutar. Quando observamos atentamente identificamos os territórios. As reações exageradas, tanto na fala quanto no comportamento, podem ser sinais de que alguém está reagindo a uma ameaça, mesmo que imaginária.

E o mais importante é nos incluirmos nesse processo, percebendo e identificando os nossos próprios territórios, quando nos sentimos ameaçados e estamos reagindo a isso.

Ter essa percepção é importante pois quando nos deparamos com uma reação violenta do outro ao invés de nos magoarmos ou internalizarmos a culpa, podemos considerar essa possibilidade, que o motivo da reação é a insegurança. Assim ampliamos a  visão em relação ao contexto e buscamos novos caminhos que fortaleçam os laços afetivos ou profissionais ao invés de ameaçá-los. Quando nos sentimos seguros, não precisamos reagir, podemos desarmar as defesas e permitir que as relações se desenvolvam e amadureçam.

Leia também:  Por trás dos relacionamentos saudáveis.

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Auto-respeito: um cuidado necessário.

autorespeito

*Por: Marcela Pimenta Pavan

Grande parte das pessoas tem uma rotina agitada. Corresponder as exigências do dia a dia como trabalhar, malhar, estudar, cuidar do relacionamento, dos filhos, estar bem informado e tantas outras coisas, exige uma boa dose de energia diária.

Com o acesso a tantas informações estamos sempre buscando algo novo, nos comparando as outras pessoas e com a constante sensação de que precisamos nos esforçar mais e mais. Pouco reconhecimento e muita pressão externa, e interna, pode levar a um esgotamento comum a muitas pessoas, sensação de estafa, desânimo, angústia, cansaço.

Essas consequências aparecem como sinais de que algo não vai bem, mas muitas vezes não os consideramos e seguimos em frente, tentando não pensar muito para não atrasar o dia e a vida, procurando por algo que nos anime, que alivie a angústia e nos ajude a cumprir com tudo que é preciso.

Mas parar não é pior?

Estar na posição sempre alerta, com a cobrança interna muito alta, aumenta o nível de stress que, em excesso, abaixa a imunidade e aumenta o risco de doenças. Além disso, quando atropelamos, durante muito tempo, os sinais que a nossa psique nos apresenta, podemos sentir uma tranquilidade momentânea, mas no primeiro conflito ou novo desafio o abatimento pode aumentar, tornando cada vez mais difícil encontrar animo e motivação.

Muitas vezes não reconhecemos que estamos colocando uma pressão excessiva na nossa vida, exagerando nas cobranças a nós mesmos e aos outros, e isso pode acontecer em várias áreas da vida. Algumas pessoas conseguem respeitar melhor o limite e o desejo do outro, do que o seu próprio bem estar, achando sempre que pode dar um pouco mais de si, se esforçando mais a cada dia, sem perceber que está ultrapassando seus limites e se fazendo mal

E o que fazer com esses sinais?

É importante parar um pouco. Quando algo estiver incomodando, não tenha receio de se perguntar  o que está acontecendo, qual o motivo daquela angústia e permitir que a resposta venha. Em grande parte das vezes as pessoas precisam de ajuda para encontrar suas respostas, através da psicoterapia ou outro caminho que leve ao autoconhecimento.

Não estamos acostumados a nos perceber, a prestar atenção em nós mesmos, por isso é importante reconhecer a hora de pedir ajuda e aceitar que ela venha. Pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza e sim uma atitude de amor e respeito consigo mesmo.

“Cuide-se como se você fosse de ouro, ponha-se você mesmo de vez em quando numa redoma e poupe-se” Clarice Lispector

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
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Apoio online.

borboleta

Olá queridos leitores,

Como vocês sabem, valorizamos a mudança, principalmente aquelas que nos permitem evoluir, expandir, melhorar.

O blog surgiu para, através dos textos e reflexões, mudarmos e estimularmos os nossos leitores a mudarem também, ampliando a percepção sobre a vida e sobre nós mesmos.

Agora estamos ampliando a nossa ideia original, oferecendo também a orientação online através do nosso site www.acaminhodamudanca.com.br , uma opção para aqueles que querem um melhor entendimento e orientação sobre diferentes aspectos da vida.

São sessões online, via Skype, regulamentadas pelo CFP, Conselho Federal de Psicologia, e com objetivos diferentes da psicoterapia presencial.

A orientação online visa dar um suporte emocional, promover acolhimento e orientação sobre questões específicas que estejam angustiando aqueles que nos procuram, com a facilidade de estar acessível e ao alcance de um computador.

Se você precisa desse apoio no momento atual, clique aqui para conhecer mais.

Um abraço,

Marcela e Viviane 

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O que fazemos com os nossos fracassos?

fracassos

*Por: Marcela Pimenta Pavan

Há pouco tempo reencontrei um grande amigo, publicitário bem sucedido, chegou ao topo da carreira em 2013 quando foi eleito o diretor de criação número 1 no mundo pelo Cannes Report. Essa história do Eduardo Marques eu já conhecia, o que me surpreendeu foi quando, conversando sobre o seu sucesso, ele me disse que chegou onde está porque tem uma significativa história de fracassos, uma série de mal entendidos, conflitos, erros e demissões.

Automaticamente comecei a refletir sobre até onde os nossos fracassos podem nos levar. Em um mundo que não há espaço para falar disso, onde muitos estão felizes nas redes sociais, compartilhando conquistas, selfies e sucessos. O fracasso é visto como algo puramente negativo, evitado ao máximo e escondido na maior parte das vezes.

Mas, fracassos são bons?

Os fracassos, embora desagradáveis, são naturais e podem ser muito úteis. Os erros fazem parte do processo de aprendizagem, não nascemos sabendo tudo. Mesmo tentando acertar erramos muitas vezes e o principal não é se erramos ou não, porque como diz o ditado errar é humano, mas sim o que fazemos com os nossos erros. Como eu lido com aquilo que saiu totalmente ao contrário do que eu gostaria?

Ter espaço para falar disso com naturalidade e refletir sobre o que saiu errado, pode nos trazer um excelente crescimento, mas, geralmente temos vergonha e buscamos esconder o fracasso até de nós mesmos. A consequência disso é que, além de desperdiçarmos uma oportunidade de mudança íntima, gastamos muita energia tentando evitar o fracasso a qualquer custo e também encontramos dificuldade em suportar as falhas do outro. Aceitar que somos falíveis nos torna mais humanos conosco e com o mundo.

O fracasso não significa desistir?

Depende. O fracasso pode significar o fim de um caminho, mas também a possibilidade de  um novo. Tudo é uma questão de onde se quer chegar e a energia empregada nisso. Quando falamos de trabalho, de uma profissão que é a nossa vocação, como o caso do Eduardo, os erros passados mostram o que não é bom, o que deve ser evitado e, assim, nos aproximamos mais do caminho do sucesso. O problema é quando encaramos o fracasso como o fim da linha, e nos depreciamos por isso. Se associamos o fracasso ao fim, é natural que não queiramos aceitá-lo, mas se compreendemos que ele é  parte fundamental do sucesso, a chance de um novo caminho mais bem planejado surge e os erros poderão ser vistos de forma mais natural, utilizados para enriquecer a nossa vida e possibilitar importantes conquistas.

“Muitas vezes nossos erros nos beneficiam mais do que nossos acertos. As façanhas enchem o coração de presunção perigosa; os erros obrigam o homem a recolher-se em si mesmo e devolvem-lhe aquela prudência de que os sucessos o privaram” François Fénelon

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
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Frozen: uma lição de vida.

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* Por: Viviane Lajter Segal

As histórias infantis são repletas de mensagens interessantes sobre a vida, as relações afetivas e familiares. Por esse motivo costumam ser tão encantadoras não somente para as crianças, mas também para os adultos. O filme Frozen é um bom exemplo disso. Possui inúmeras situações e dilemas pessoais e familiares que valem a pena ser analisados mais profundamente.

O filme conta a história de duas irmãs Elsa e Ana que vivem em um castelo com seus pais. Elas são muito amigas quando crianças. Elsa, a mais velha, tem o poder de transformar tudo o que toca em gelo e produzir neve. Isso era motivo para muitas brincadeiras entre elas. Até que um dia ocorre um acidente e Elsa quase mata Ana. Apartir daí seus pais resolvem isolar Elsa até que ela consiga controlar seus poderes e fecham os portões do castelo, para que ninguém saiba dos poderes da filha.  Apagam a memória de Ana sobre os poderes da irmã e não explicam para Ana o motivo do isolamento. Para complicar ainda mais seus pais morrem em um passeio de barco e as irmãs ficam sozinhas e isoladas dentro do castelo.

Relacionamento entre pais e filhos

Um primeiro ponto a ser analisado no filme é a relação familiar. Os pais, movidos pelo medo de Ana se machucar, decidem separar as irmãs sem conversar com elas e explicar seus motivos e intenções. Isso é muito comum nas famílias, os pais tomarem decisões importantes sobre os filhos e não compartilharem com eles. As crianças são bastante sensíveis aos acontecimentos e ao clima do ambiente em que vivem. Apesar de não terem um entendimento completo e profundo como o dos adultos, conseguem entender o suficiente para elas. Por isso, precisam que seus pais expliquem o que está ocorrendo em suas vidas. É uma forma de aproximar as relações, de incluir a criança na família e, principalmente, dessa criança não se sentir desamparada ou esquecida pelos pais.

O que foi exatamente que acabou ocorrendo com Ana. Cresceu solitária, conversando com os personagens dos quadros e gerando uma necessidade enorme por contato com o outro, o que a leva a procurar um romance com o primeiro “príncipe” que surge na história.

“Encobrir, não sentir, nunca saberão”

Outro ponto muito interessante do filme é o de pensarmos de que forma lidamos com as diferenças. É mais fácil esconder e isolar o diferente do que aprender a lidar com ele e aceitá-lo do jeito que ele é? A primeira reação, e a mais fácil, é sempre negar o problema. O pai da Elsa a orienta a encobrir e a não sentir, pois assim nunca saberão da sua diferença. Mas, como isso poderia dar certo? Quando temos alguma característica diferente precisamos primeiramente nos aceitar como somos, entender essa diferença e aprender a conviver com ela. Esconder não vai fazer com que deixemos de ser como somos e, pelo contrário, só vai gerar mais sofrimento. Não é uma tarefa fácil e requer muito autoconhecimento e, muitas vezes, ajuda profissional. Como Elsa não teve nenhuma dessas opções quando pequena cresceu sentindo-se cada vez mais assustada com ela mesma e, consequentemente, tendo os seus poderes mais descontrolados.

Em um determinado momento do filme todos descobrem o poder de Elsa. Ela, apesar de amedrontada, sente-se liberta! Apesar de sozinha, percebe que não precisará mais se esconder. É nesse momento, já adulta, que ela começa a testar os seus limites e a se descobrir.

“Um ato de amor verdadeiro”

Outra parte interessante dessa história é que Ana só conseguiria sobreviver ao congelamento do seu coração através de “um ato de amor verdadeiro” que todos pensam ser um beijo do príncipe como geralmente encontramos nos contos de fadas.

Mas, na verdade Ana é a responsável por sua própria salvação ao ter um ato de amor verdadeiro pela sua irmã e tentar salvá-la da morte. É bastante comum verificarmos esse tipo de atitude quando nos deparamos com algum dilema ou decisão importante a ser tomada. Temos a tendência de esperar que outra pessoa nos salve ou nos mostre o caminho certo para resolução dos nossos problemas. Esperamos ou até mesmo pedimos que alguém decida e a resolva por nós! Mas, será que essa é uma boa tática?

Essa é uma estratégia de fuga, já que o medo nos paralisa e não permite que tomemos uma decisão. Com isso, é mais fácil responsabilizar o outro por algo que não deu certo do que a nós mesmos. O problema é que essa atitude reforça a insegurança que já existia dentro de nós, além de gerar muita frustração, pois quando o medo acaba conseguimos perceber a nossa fraqueza. Portanto, como o filme nos mostra, somos nós que temos a chave para a solução dos nossos problemas.

Esse filme, apesar de infantil, é muito intenso e repleto de lições de vida. Recomendo àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de assisti-lo que o façam pelo menos uma vez. É um belo filme. Vale a pena!

Fonte: Frozen: Uma aventura congelante. 2013, Walt Disney Animation Studios.

*Por Viviane Lajter Segal, psicóloga clínica CRP 05/41087. Contatos: viviane@lajter.net e pelo site A Caminho da Mudança. Consultórios: Barra da Tijuca e Copacabana-RJ.
 

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