Workshop: Relacionamentos Afetivos. Encontros e desencontros do amor.

Workshop sobre a vivência do amor!

casal

Os relacionamentos amorosos dão um colorido especial a nossa vida, mas ao mesmo tempo nos desafia. Quando gostamos de alguém temos que nos esforçar para entender a pessoa que amamos, sair da nossa perspectiva e olhar um pouco pela perspectiva do outro. O Workshop tem a proposta de auxiliar as pessoas nesse objetivo, melhorando a percepção, tanto de si mesmo, quanto do outro e da relação. Buscando saídas mais coerentes e saudáveis para as diferenças e os conflitos naturais da convivência.

Conteúdo:

– A paixão e as projeções amorosas.

– As relações funcionais e disfuncionais.

– Aspectos conscientes e inconscientes de uma relação.

– Caminhos para a superação dos desafios cotidianos.

Prática:

– Vivências e reflexões.

– Técnicas para melhorar a comunicação e o relacionamento.

Coffe Break incluso. Emissão de certificado.

Data: sábado, 14 de maio. Horário: de 09:00 h ás 16:30 h

Valor: 100,00. Local: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 1072. Próximo ao metrô Cantagalo.

Interessados entrem em contato pelo e-mail: acaminhodamudanca@gmail.com

PARTICIPE DO EVENTO DO WORKSHOP NO FACEBOOK. Colocaremos informações e textos interessantes sobre relacionamentos e auto-conhecimento.

 

Psicólogas responsáveis:

* Marcela Pavan é Psicóloga Clínica. Analista Junguiana em formação pelo IJEP – São Paulo. Especialista em Terapia de Família e Casal pela PUC-Rio. CRP:05/41841.

* Viviane Lajter Segal é Psicóloga Clínica e Especialista em Terapia de Família e Casal pela PUC-RIO. CRP 05/41087.

 

Realização:

A Caminho da mudança

www.acaminhodamudanca.com.br

acaminhodamudanca.wordpress.com

 

 

Publicado em Psicologia | Deixe um comentário

Fugindo do amor: a dificuldade de se relacionar nos tempos atuais.

fugindo do amor*por Marcela Pimenta Pavan

Duas pessoas se encontram, se sentem atraídas uma pela outra, se conhecem, gostam da conversa, da troca, “ficam” por um dia, dois, semanas e quando tudo parece ir bem, caminhando para uma relação mais estável, uma das partes se afasta e some. Muitas pessoas já viram isso acontecer com pessoas próximas ou já passaram por essa situação.

A ruptura quando acontece de uma forma distante, pela rede social ou sem muitas explicações e sem motivos claros, pode deixar na outra pessoa algumas marcas. Muitas perguntas ficam sem respostas e esse silêncio dá margem para que várias inseguranças surjam. A pergunta “o que será que eu fiz de errado? ” soa cada vez mais forte no imaginário, trazendo angústia e tristeza.  No consultório é frequente o número de homens e mulheres inseguros em relação ao seu próprio valor, com medo da rejeição e do abandono. E isso tende a ser uma bola de neve, quanto mais inseguro, mais medo de se relacionar e se abrir verdadeiramente para uma relação.

Por que isso acontece?

Diferentemente de antigamente, hoje em dia temos acesso a muitas coisas de forma rápida e descartável, como comida, fotografia, vídeo, roupas, etc. Usufruímos das coisas sem precisar esperar muito ou se esforçar demasiadamente para tê-las. Nesse contexto muitas vezes acabamos transferindo esse comportamento também para as nossas relações. Quem aborda bem esse assunto é o sociólogo Zygmunt Bauman, que aponta a fragilidade das relações afetivas atuais. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.

A proximidade entre duas pessoas sugere que haverá um relacionamento estável e isso pode incomodar, porque o compromisso exige um esforço real, uma capacidade de lidar com o momento pós-excitação da novidade. Quando nos compromissamos com algo significa que nos importamos com a outra pessoa, que estamos juntos em várias situações, que iremos conhecer os amigos e a família, ou seja, precisaremos nos doar e nos envolver de verdade com o outro, num relacionamento real, com rotina, desagrados e alegrias.

Uma relação também indica que em algum momento teremos que entregar uma parte nossa ao outro e essa parte não temos como controlar, é preciso confiar, confiar que o outro não vai me abandonar, que vai me respeitar, vai ser leal, vai querer o meu bem. Esse momento pode ser muito difícil porque não há garantias que um relacionamento dará certo ou não, e isso é da natureza das relações, só se sabe vivendo.

O compromisso sugere principalmente o amadurecimento, só quando nos compromissamos com algo verdadeiramente, seja no trabalho, na família, no amor, é que construímos alguma coisa, é que crescemos realmente.

As relações amorosas são um grande exercício para o amadurecimento pessoal, quando gostamos de alguém temos que nos esforçar para entender a pessoa que amamos, sair da nossa perspectiva e olhar um pouco pela perspectiva do outro, encontrar soluções diferentes para os conflitos, fazer acordos, aceitar o que não aceitaríamos há um mês. Tudo isso contribui para o nosso desenvolvimento pessoal e emocional.

Por um mundo mais afetivo.

As relações, além do amadurecimento, trazem prazer à vida. Amar e se sentir amado, poder compartilhar as boas e más experiência fazem muito bem ao ser humano, trazem a sensação de segurança e bem-estar.  Segundo Martin Seligman, psicólogo e um dos grandes autores da Psicologia Positiva, o casamento está intimamente ligado à felicidade. Os casados se sentem mais amparados e as pessoas felizes são mais predispostas a se casar e a manter o relacionamento. Além disso, as relações trazem também benefícios a saúde, um estudo realizado pelo Hamad Medical Corporation – Heart Hospital, demonstrou que, mesmo em pessoas jovens, ter um relacionamento estável leva homens e mulheres a adotarem hábitos mais saudáveis.

Tudo isso prova que manter relações estáveis e saudáveis fazem bem e promovem a felicidade. Quando há a vontade genuína de se relacionar é preciso entender as barreiras conscientes e inconscientes que impedem um relacionamento real. Às vezes construímos crenças no passado que nos atrapalham hoje, fatores inconscientes podem estar atuando na nossa vida, é preciso querer entende-los e ressignificá-los.

O processo do autoconhecimento é fundamental para mudarmos padrões que não servem mais e nos abrirmos para as mudanças que desejamos. A psicoterapia pode ser uma importante aliada nesse processo, pois nos ajuda a nos tornarmos mais flexíveis e mais generosos  conosco, construindo uma vida com mais amor e bem-estar.

Marcela Pimenta Pavan é Psicóloga Clínica. Especialista em Família e Casal pela PUC-Rio. Trabalha com questões ligadas a relacionamentos, conflitos pessoais, ansiedade, carreira, envelhecimento, entre outras. Atendimento online: www.acaminhodamudanca.com.br. Consultório: Largo do Machado – R.J. Atendimento domiciliar. Contato: marcelapimentapavan@gmail.com
Fontes:
BAUMAN, Zygmunt – Amor Líquido: Sobre A Fragilidade Dos Laços Humanos
http://lounge.obviousmag.org/de_dentro_da_cartola/2013/11/zygmunt-bauman-vivemos-tempos-liquidos-nada-e-para-durar.html
http://socerj.org.br/beneficios-do-amor-para-o-coracao/
https://grupopapeando.wordpress.com/2008/08/28/entrevista-martin-seligman-o-doutor-felicidade/

Escrito por Marcela Pimenta Pavan todos os direitos reservados.

Publicado em amadurecimento, autoconhecimento, felicidade, psicóloga junguiana largo do machado, psicóloga largo do machado, psicóloga marcela pimenta pavan, Psicologia, relacionamentos | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Auto boicote: quem te impede de ser feliz?

blog autoboicote

                                                                                                                      *Por: Viviane Lajter Segal

Sucesso profissional, felicidade ao lado de um companheiro, leveza ao lidar com o dia a dia são coisas desejadas por todos, certo? Nem sempre! A realização de um sonho, seja ele profissional, pessoal ou afetivo, assusta e provoca medo em mais pessoas do que podemos imaginar. Gera mudanças na vida o que, para muitos, é assustador e até paralisante.

Você já percebeu se existe alguma área na sua vida em que os seus comportamentos se repetem e que logo depois vem aquela sensação de que você poderia ter feito algo diferente para ter um resultado melhor? Podemos citar vários exemplos disso: Pessoas que quando começam a gostar de alguém fantasiam motivos para brigar e desgastar a relação; ou quando você está prestes a conseguir o emprego desejado, se atrasa para a entrevista; ou quando começa a emagrecer volta a comer muito e a engordar novamente. Será que é sempre falta de sorte ou coincidência? Provavelmente não! Trata-se de auto sabotagem ou auto boicote e são situações bastante comuns e, muitas vezes, difíceis de controlar.

O boicote ocorre quando nos prejudicamos em alguma área da vida, para dificultar ou impedir uma melhoria em nossas vidas. É um processo inconsciente, o que significa que não nos damos conta do que fazemos, apenas repetimos o comportamento de forma automática sem ter nenhum controle sobre nossas atitudes.

Por que isso acontece?

As nossas histórias e o meio em que vivemos, desde muito pequenos, são grandes responsáveis pela formação da nossa personalidade e também dos nossos traumas e medos. Carregamos essas marcas ao longo da vida sem sequer percebermos ou pararmos para refletir.

Alguns aspectos psicológicos podem ser observados naquele que se sabota. Geralmente possui uma forma deturpada de se ver, se considera diminuído frente aos outros, como se não fosse merecedor de ter uma vida melhor. Pode existir uma importante baixa na autoestima que, consequentemente, gera uma insegurança profunda.

O medo de fracassar e de não dar conta das próprias expectativas também costuma ser uma grande armadilha na realização de um sonho. Esse medo se torna tão grande que a pessoa prefere não se arriscar e nem tentar alcançar algum objetivo. Como são processos inconscientes e automáticos, quando a pessoa se dá conta a oportunidade já passou e o sonho não se concretizou.

Como sair desse ciclo?

Um primeiro passo e, muito importante, é parar e se observar. Refletir se há alguma questão que repetidamente não dá certo na sua vida e se você tem alguma responsabilidade nisso.

Uma estratégia interessante é conversar com um bom amigo, ele pode ser a pessoa que vai te sinalizar quando os comportamentos automáticos se repetirem e, dessa forma, te alertar em relação ao auto boicote. Aceite ajuda! Às vezes é somente isso que você precisa para conseguir ultrapassar os próprios obstáculos. É muito importante que, aos poucos, isso se torne consciente e que você consiga perceber se a história que está sendo traçada da sua vida é a realmente desejada.

Em determinadas situações se conscientizar de algo e modificá-lo pode ser muito difícil gerando uma paralisia ou uma ansiedade muito forte. Nesse caso é recomendável procurar um psicólogo para dar início ao processo psicoterapêutico de autoconhecimento, para que juntos você possa se libertar das suas próprias prisões.

Não permita que o medo ou a insegurança te paralise na busca de novos desafios e na realização dos seus sonhos. Viver é correr riscos, é se lançar nas oportunidades, pois somente assim é possível se libertar e ser feliz!

Viviane Lajter Segal é Psicóloga Clínica. Especialista em Família e Casal pela PUC-Rio. Trabalha com questões ligadas a relacionamentos, conflitos pessoais, ansiedade, carreira, envelhecimento, entre outras. Atendimento online: www.acaminhodamudanca.com.br.  Consultórios: Copacabana e Barra da Tijuca – R.J. Atendimento domiciliar. Contato: viviane@lajter.net
 Escrito por Viviane Lajter Segal todos os direitos reservados.
Publicado em a caminho da mudança, amadurecimento, Análise, ansiedade, autoconhecimento, autoestima, autonomia, bem estar, boicote, Comportamento, controle, depressão, emoções, escolha, família, felicidade, filhos, frustração, futuro, insegurança, Mulher, obesidade, pais, passado, presente, psicóloga barra da tijuca, psicóloga copacabana, psicóloga Viviane Lajter Segal, Psicologia, psicologia online, relacionamentos, resiliência, Terapia, trabalho, transformação, Trauma, tristeza | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Quando a ansiedade passa dos limites.

ansiedade

*por Marcela Pimenta Pavan

Ansiedade excessiva causa falta de ar, inquietação, palpitação. Sintomas cada vez mais frequentes nos consultórios psicológicos e médicos.

A maior parte das pessoas que sentem intensamente esses sintomas, buscam a emergência médica na busca de uma resposta para a pergunta: “ O que está acontecendo comigo? ”. Só que apesar dos sintomas físicos, nem sempre essa resposta se apresenta nos exames de saúde.

A ansiedade e o estresse têm a função positiva de colocar o nosso corpo em estado de alerta para enfrentar ou fugir de uma situação ameaçadora. Porém, hoje em dia vivemos constantemente na expectativa que algo ruim pode nos acontecer e, por isso, a necessidade de precaução sempre. Isso quer dizer que colocamos o nosso mecanismo biológico de alerta em ação o tempo inteiro, independentemente de uma ameaça real estar acontecendo. O resultado é um número cada vez maior de pessoas que não conseguem desconectar, relaxar, dormir adequadamente e se sentem esgotados na maior parte do tempo.

O que nos leva a esse estado?

São vários os fatores externos e internos que, associados, podem nos levar a uma condição de desequilíbrio. Um fator que contribui para esse estado de alerta constante é a quantidade de informações que consumimos diariamente. Estamos sempre lendo notícias e textos rápidos, seja na rede social, na televisão, nas revistas, etc. Muitas dessas informações nos passam situações problemáticas e a mensagem do quanto precisamos ficar alertas para não sermos assaltados, para evitarmos acidentes conosco e com quem amamos, para garantir o emprego e a promoção desejada, etc. Claro que a informação pode nos ajudar, mas absorver todas essas mensagens sem questionar, reforça a ideia de que precisamos estar alertas e no controle o tempo todo para garantirmos a nossa segurança e o sucesso naquilo que desejamos.

Além disso, alguns aspectos psicológicos podem reforçar o comportamento de que é fundamental estar sempre alerta, por isso é importante pensarmos em como nós fomos aprendendo a lidar com as ameaças durante a vida. Desde pequenos passamos por situações desafiadoras, e se, repetidamente, nos sentíamos desprotegidos, pelos nossos pais ou cuidadores, isso nos marcou e contribuiu para formarmos uma ideia inconsciente de que precisamos nos manter alertas constantemente para garantir a nossa segurança e a segurança das pessoas que amamos.

Sem dúvida, esses comportamentos já nos ajudaram em muitas situações, e é por isso que internalizamos tão fortemente, mas é importante se fazer a pergunta: e hoje? Isso me ajuda de fato ou me atrapalha? Essas crenças cristalizadas ao longo da vida acabam nos deixando inseguros e dando a falsa ideia de que se controlarmos tudo podemos finalmente garantir a tranquilidade e descansar. O que acontece, porém, é que a nossa mente acaba se programando não para o que pode dar certo, mas, exclusivamente para tudo que pode dar errado, afim de nos preparar para as possíveis dificuldades. Calculamos tudo, “ e se o transito estiver ruim e eu me atrasar para a reunião? ”. “E se eu não conseguir falar nada na minha apresentação? ”. ”E se o avião não decolar? ”. São tantas as possibilidades negativas, que nos conectamos só com os problemas e o nosso corpo reage, numa tentativa de nos alertar e nos ajudar a equilibrar melhor os pensamentos e sentimentos.

Como lidar com isso?

Há vários caminhos para lidarmos melhor com as situações de estresse, e todas passam pelo autoconhecimento. Saber o que dispara o estresse em nós é parte da solução. A psicoterapia associada a atividades de relaxamento e meditação é um ótimo caminho.

Além disso, é preciso desconstruir algumas ideias cristalizadas em nós, como aprender a confiar na vida e aceitar que ela vai seguir seu curso, quer estejamos no controle total ou não. Isso quer dizer que é fundamental fazermos a nossa parte, mas que ela não é garantia plena do sucesso, outros fatores podem interferir nos nossos planos e mudar o curso da vida, e é importante pensar a respeito, aceitar e perceber se há algo a aprender com isso. Outra mudança importante é voltar o olhar para aquilo que também dá certo e muitas vezes de uma forma inesperada, reconhecendo os pequenos gestos que acontecem diariamente. Uma gentileza de alguém desconhecido, um telefonema de um amigo distante, um elogio, pequenas coisas que podem tornar o nosso dia mais agradável.  Reconhecer que o cotidiano também tem o seu lado bom, torna a vida mais leve e nos ajuda a confiar e descansar um pouco das nossas angústias, renovando a fé e o nosso bem-estar.

Marcela Pimenta Pavan é Psicóloga Clínica. Especialista em Família e Casal pela PUC-Rio. Trabalha com questões ligadas a relacionamentos, conflitos pessoais, ansiedade, carreira, envelhecimento, entre outras. Atendimento online: www.acaminhodamudanca.com.br. Consultório: Largo do Machado – R.J. Atendimento domiciliar. Contato: marcelapimentapavan@gmail.com
 Escrito por Marcela Pimenta Pavan todos os direitos reservados.

Publicado em ansiedade, autoconhecimento, psicóloga marcela pimenta pavan, Psicologia | Marcado com , , , , | 4 Comentários

Você sabe pedir ajuda?

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

*por Marcela Pimenta Pavan

Parece simples pedir ajuda, mas muitas pessoas resistem a isso. Pedir ajuda pode representar não só assumir a própria fragilidade, como a exposição dessa fragilidade para outras pessoas. Muitos não querem isso, é incômodo aceitar a própria fragilidade em um mundo feito para fortes.

Além disso, pessoas aparentemente fortes, ou que se percebem mais predispostas a ajudar do que receber ajuda, podem ter dificuldades em trocar de papel e aceitar auxílio. A falta de flexibilidade pode levar a uma sobrecarga de tarefas e, no íntimo, muitos dos que ajudam desejam ser retribuídos,  querem receber ajuda para aliviar a carga.

Vejo na prática que pessoas aparentemente mais frágeis e que pedem ajuda com mais naturalidade, por muitas vezes se restabelecem e superam desafios mais rapidamente do que pessoas aparentemente mais fortes e que resistem a solicitar auxílio.

O que ganhamos quando pedimos ajuda.

Todo mundo precisa de ajuda em algum momento da vida, não existe ninguém que não precise de socorro ao longo da caminhada, o que acontece é que nem sempre pedimos ou aceitamos. Às vezes, as pessoas que nos querem bem percebem a nossa necessidade e se aproximam, mas se não admitimos a necessidade de apoio, podemos desperdiçar esses valiosos recursos que a vida nos dá.

Pedir ajuda, em quaisquer situações da vida: no trabalho, na saúde, na família, pode trazer grande alívio. Podemos dividir o fardo de algumas situações e não precisar “carregar” tudo sozinho, nos permite ouvir palavras acolhedoras, encontrar novas formas de enfrentar uma situação que aparentemente não tem saída, ganhar novo ânimo, receber um ombro para descansar nossas preocupações e superar desafios.

Quando pedir ajuda

Primeiro perceba a si mesmo. Se já empregou todas as suas possibilidades e não conseguiu mais caminhar sozinho em determinado assunto, é hora de fazer esse gesto de generosidade consigo mesmo e pedir ajuda.

Nesse caminho podemos contar com vários tipos de ajuda, algumas delas são:

– A ajuda no plano pessoal: buscar amigos e familiares de confiança, que querem o nosso bem e que poderão nos ouvir com atenção e carinho.

– A ajuda profissional, é um apoio fundamental pois há muitos profissionais que estudam e são mais preparados para lidar com questões difíceis, como psicólogos e médicos. Busque boas indicações e sempre perceba qual a sua impressão diante do profissional que o atende. A relação de bem-estar e confiança com um profissional é fundamental para o sucesso no enfrentamento das situações difíceis.

– A ajuda espiritual, para aqueles que acreditam em algo maior, estar conectado com a sua espiritualidade, seja ela qual for, ajuda muito no processo. Já foram comprovados, através de estudos, que a fé é um importante aliado na superação das dificuldades da vida. (leia A fé que supera traumas)

O ideal é contar com o máximo de auxílio possível, nos diferentes campos disponíveis.

Saber o momento de pedir ajuda, e não ter vergonha em fazê-lo, é fundamental para a nossa saúde psíquica, mostra que reconhecemos o nosso limite e que podemos fazer alguma coisa de bom por nós mesmos. Aceitar ajuda é tornar a vida mais humana e leve.

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. Atendimento: online no site acaminhodamudança e consultório no Largo do Machado/R.J. Contato: marcelapimentapavan@gmail.com
 Escrito por Marcela Pimenta Pavan todos os direitos reservados.
Publicado em autoconhecimento, psicóloga marcela pimenta pavan | Marcado com , , , , , | 3 Comentários

Como você lida com aquilo que não controla?

chelsea-1428479-1279x1922

*por Marcela Pimenta Pavan

Muitas pessoas querem uma vida melhor. Para isso temos uma gama de informações que nos diz sobre a comida mais saudável, os benefícios do pensamento positivo e das atividades para o corpo, etc. No aspecto das relações, são vários os alertas sobre como educar melhor o filho, não descuidar da relação com o marido, ser um amigo mais presente, etc. No trabalho, como tomar melhores decisões, ter um bom relacionamento em equipe, etc.

Viver diariamente essa quantidade de informações que nos diz o que devemos fazer para atuarmos bem, nos passa a mensagem de que precisamos nos empenhar ao máximo, pois só assim as coisas a nossa volta caminharão adequadamente. E mais, se relaxarmos ou confiarmos nos outros algo vai sair errado, então é melhor ficarmos alerta e assumirmos o controle.

Se entrarmos nesse ciclo, podemos ficar 24 horas alertas, nos esforçando e mesmo assim, provavelmente, algo não sairá do jeito que desejamos.

É aí que surge uma reflexão: Será que dessa forma estamos mesmo vivendo melhor? Até que ponto seguir essas informações e dar o máximo do nosso esforço pessoal nos ajuda? Até que ponto nos atrapalha? Não é à toa que tantas pessoas estão cansadas, frustradas, ansiosas, com baixa auto-estima.

Percebo no consultório uma fala frequente que é a do “tenho que”: tenho que ser boa profissional, boa estudante, boa namorada, boa mãe, boa avó, bom amigo, etc. Em contraste com: É isso mesmo que eu quero? Eu dou conta disso? Isso é justo comigo?

Controle            

A necessidade de alertas e esforço pessoal fala também de quão inseguros ficamos diante da vida. É preciso diminuir as ameaças e o controle das situações nos dá a sensação de segurança, de que a vida está nas nossas mãos.

É verdade que uma boa parte da vida nós controlamos sim, podemos nos esforçar para atingir nossas metas, alcançar nossos objetivos e amadurecer, mas também é fato que existe uma parte não controlável. Podemos cuidar da educação do nosso filho e ele não aprender. Podemos cuidar muito bem da nossa saúde e morrer de acidente de carro. Podemos investir no trabalho e sermos despedidos por cauda da crise. Podemos cuidar do casamento e o outro deixar de nos amar.

E o que acontece quando tentamos controlar as pessoas e as situações que fogem da nossa possibilidade? Nos frustramos e a frustração em excesso rouba a nossa energia, a nossa alegria e o nosso bem-estar. Perdemos o foco de nós mesmos, nos paralisamos frente as decisões que devemos tomar. A vida estagna.

O que fazer diante do que é incontrolável?

É preciso aceitar que há muitas situações que simplesmente não controlamos. Se perguntar: isso está no meu alcance? E se a resposta for não, parar e refletir, existem coisas que são maiores do que nós, podemos ir até um ponto e depois disso somente observar. Muitas vezes esse momento de impotência tem algo a nos dizer, é importante perceber o que essa situação nos provoca, permitir que os sentimentos venham, focar mais em nós mesmos, aprender com isso tudo, amadurecer.

Aceitar que não é possível controlar tudo, faz reavaliarmos a quantidade de energia que colocamos nas coisas, podemos nos esforçar mais ou menos dependendo do momento em que estamos, mas isso não deve roubar, por muito tempo, a nossa alegria e energia, fundamentais para vivermos de fato uma vida mais feliz.

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
Atendimento: online no site acaminhodamudança e consultório no Largo do Machado/R.J
Contatos: marcelapimentapavan@gmail.com
 
Escrito por Marcela Pimenta Pavan todos os direitos reservados
Publicado em autoconhecimento, bem estar, controle, psicóloga largo do machado, psicóloga marcela pimenta pavan, Psicologia, psicologia online | Marcado com , , , , , , | 3 Comentários

Divórcio? E agora?

blog divorcio2

* Por: Viviane Lajter Segal

Desde pequenos somos influenciados pelos contos de fadas e nos acostumamos a ouvir a famosa frase “e foram felizes para sempre” no final de todas as histórias. Esse imaginário infantil da princesa que conhece o príncipe e que tudo dá certo no final permeia a fantasia até hoje de grande parte dos adultos. A decisão de se casar e de compartilhar uma vida com outra pessoa é repleta de expectativas e de projetos em relação ao futuro. Incluem ideais como o desejo de ter a felicidade plena, filhos, morar em uma casa bonita, vivenciar diariamente trocas mútuas de carinho e afeto. Mas, será que é sempre assim que acontece?

A vida de um casal nem sempre funciona tão perfeitamente quanto se imagina. O convívio a dois é difícil, uma vez que são duas pessoas diferentes, com histórias de vida distintas, manias e exigências adquiridas ao longo dos anos. Compartilhar tudo isso às vezes se torna uma missão bastante delicada e, em certos casos, conflituosa.

Tenho observado no consultório, em que atuo como psicóloga individual e de casal, um aumento significativo de pessoas sofrendo com sérios problemas no relacionamento que culminam quase sempre em separação ou em divórcio.

A rotina

Ao longo do tempo é natural que o casal entre em uma rotina e que aquela paixão e euforia iniciais se tornem mais silenciosas. Além disso, com o passar dos anos as pessoas tendem a se modificar, o que pode gerar um descompasso entre os cônjuges, uma vez que as transformações de cada um deles parecem não acontecer na mesma direção. Isso costuma assustar os casais e gerar um afastamento. Passam a se olhar de forma diferente e consequentemente a questionar os seus sentimentos e o relacionamento como um todo.

Quando um casal passa a se desentender com certa frequência, muito pode ser feito para tentar renovar e reestimular o casamento. Conversas francas, mudanças de hábitos e rotinas, como por exemplo voltar a fazer programas do começo do namoro, são boas estratégias. Procurar uma ajuda psicológica individual ou para o casal muitas vezes se torna necessário ao longo desse processo, pois ajuda na reflexão e na compreensão do que se deseja para o futuro. Perceber se ainda há um desejo de permanecer e reconstruir a relação, ou se a separação é necessária para que cada um possa reescrever suas histórias. A tomada de decisão se torna mais sólida e segura.

A tomada de decisão

Porém, há situações em que, mesmo após várias tentativas, o casal não consegue mais se entender e nem sequer conviver. As brigas e discussões são frequentes, há falta de interesse mútuo e o desgaste do relacionamento é nítido.

Tomar a decisão de se divorciar requer coragem para enfrentar os problemas de frente e assumir que aquela escolha feita anteriormente não deu certo. É admitir para si, e para o mundo, que sim, nesse sentido, os seus planos fracassaram.  É se conhecer bem o suficiente para perceber que o seu relacionamento não está mais satisfatório e se permitir escrever outra história a partir dali. Toda mudança requer coragem e força interior para acontecer.

O luto

Quando o casal decide se divorciar, não é somente a relação que acaba, mas também todos os projetos criados para o futuro se rompem. É preciso aprender a lidar com um turbilhão de sentimentos que surgem. Variam entre frustração, perda, tristeza, medo, vergonha e insegurança.

Inicia-se, então, um processo de luto. A morte dos ideais e expectativas construídos para a vida. Morte de um sonho, de uma história que terminou, morte dos planos fantasiados, dos projetos futuros. O divórcio, segundo estudos, é o segundo evento psicossocial que gera maior sofrimento psíquico. Perde somente para a morte de um ente querido, ou seja, é um momento muito difícil na vida de qualquer um, independentemente de ter sido amigável ou litigioso.

A sensação de medo e de insegurança são muito frequentes, pois o divorciado se vê em uma incerteza enorme perante a vida. Readaptação do cotidiano, voltar a estar sozinho e ser independente, ter autonomia, retomar um convívio social, lidar com as incertezas se conseguirá reconstruir uma nova relação, medo de se arrepender da decisão tomada.

Às vezes vemos situações em que o medo de um futuro incerto gera uma ansiedade tão forte no divorciado que este prefere se reconciliar com o ex-companheiro. Porém, tal comportamento costuma ser muito prejudicial para o casal, uma vez que esse retorno foi movido por uma insegurança e não pelo desejo de reestabelecer a relação. Consequentemente, após algum tempo os problemas conjugais retornarão gerando ainda mais desgaste e sofrimento para ambas as partes.

E agora? A reestruturação

Certa vez ouvi de um paciente que o divórcio “é uma montanha russa de sentimentos”. Por isso, é importante se respeitar e respeitar o seu tempo. É se permitir vivenciar o luto, parar e refletir sobre o que deu errado e como pretende seguir a vida para reconstruir a sua história. Evitar ter pressa para iniciar outro relacionamento.

A vida é construída baseada em acertos e erros! Quando acertamos nos sentimos plenos e seguros para seguir adiante. Quando erramos temos que nos levantar, aprender com aquilo que deu errado e seguir em frente. Na vida afetiva e nos relacionamentos não pode ser diferente!  Temos que tentar nos aprofundar cada vez mais em nós mesmos, para percebermos o que queremos e para onde queremos guiar a nossa trajetória. A ajuda de um psicólogo é muito importante no auxílio para que esse processo de superação e de mudança possa ocorrer de forma mais plena e segura.

Não tenha medo de julgamentos e nem sinta vergonha por tentar mudar! A vida é sua, então, que seja vivida da maneira que você julgar ser melhor para traçar a sua história.

Seja feliz!

* Por: Viviane Lajter Segal, psicóloga clínica, CRP 05/41087.

Atendimentos: online no site A Caminho da Mudança e nos consultórios na Barra da Tijuca e  em Copacabana, RJ.

Contato: viviane@lajter.net

Escrito por Viviane Lajter Segal. Todos os direitos reservados.

Publicado em a caminho da mudança, amadurecimento, Análise, ansiedade, autoconhecimento, autoestima, autonomia, bem estar, casamento, Comportamento, depressão, divórcio, emoções, escolha, estresse, família, felicidade, filhos, frustração, futuro, insegurança, psicóloga barra da tijuca, psicóloga copacabana, psicóloga Viviane Lajter Segal, Psicologia, psicologia online, relacionamentos, separação, Terapia, Trauma, tristeza | Marcado com , , , , , , | 4 Comentários