Auto-observação: Você pratica?

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*por Marcela Pimenta Pavan

A auto-observação é a capacidade de nos percebermos e respeitarmos o nosso estado emocional, pode parecer simples, mas é um exercício que exige uma certa coragem e uma disponibilidade interior para aproximar-se de si mesmo.

É uma prática que traz muitos ganhos, pois a partir de uma boa observação podemos fazer escolhas mais acertadas para a nossa vida e para as relações que temos, ganhando em bem-estar e autonomia.

A auto-observação é como um exercício, quando colocamos energia e damos continuidade, ela se torna um hábito, e se apresenta como um recurso diário que nos auxilia perante as adversidades da vida.

Como é isso no dia a dia?

Quanto mais agitada a nossa vida, mais a tendência a prestarmos muita atenção para o que é externo. É preciso trabalhar, cuidar de si, cuidar dos filhos, e tantas outras coisas. E o interno? Muitas vezes deixamos para depois e quando, constantemente, passamos por cima de nós mesmos, sem nos percebermos, a irritação e a insatisfação se instalam. Tendemos a nos irritar com as coisas, situações e pessoas em demasia. Quando projetamos toda a nossa irritação externamente é hora de parar e retomar a situação, buscando encontrar o que é realmente nosso e o que é do outro.

Uma das formas de amenizar essa irritação é praticando diariamente a auto-observação. Só de reconhecermos como estamos emocionalmente já há um certo alívio, é o respeito a si mesmo, uma espécie de auto gentileza por aquilo que somos.

Como exercitar?

Uma das sugestões é que logo pela manhã você se pergunte: Como estou hoje? Escreva e coloque em algum lugar visível, não tenha receio da resposta, medite a respeito por alguns minutos. Depois encontre formas de ser generoso consigo mesmo. Por exemplo, se a resposta foi “hoje estou desanimado porque tenho uma reunião difícil no trabalho”, que tal se poupar um pouco? A ideia é não se colocar em situações que vão exigir de você mais do que pode doar. Ao contrário, se está animado, feliz, pode programar atitudes que vão exigir mais de você, pois terá energia para isso.

Ao longo do dia esteja atento as suas reações, ficou com raiva no trânsito? Procure algo que te traga mais tranquilidade antes de começar o trabalho. Está com medo? Ligue para alguém ou leia algo que tenha a capacidade de te motivar e encorajar.

Além da auto-observação, é importante respeitar o que estamos sentindo para escolhermos situações que nos auxiliem, e não ao contrário. Quando nos priorizamos e nos sintonizamos com aquilo que somos, trazemos uma parte importante de nós para o mundo, entendendo que faz parte da vida as variações de humor e emoções e que é possível lidar com elas de uma forma inteligente e saudável. Agradar aos outros é bom, mas fazemos isso legitimamente quando primeiro estamos bem conosco. A auto observação é uma grande demonstração de amizade e de reconciliação consigo mesmo.

Leia também: Auto-respeito: um cuidado necessário.

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
Atendimento: online no site acaminhodamudança e no consultório no Largo do Machado. R.J Contatos:marcelapimentapavan@gmail.com
 
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Quando as desqualificações envenenam a relação de amor.

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*por Marcela Pimenta Pavan

O início de uma relação amorosa é repleto de sonhos, projeções e expectativas. Com a convivência vamos percebendo que algumas das expectativas são correspondidas e outras não. Cada um traz consigo uma história de vida e a ideia do que é importante dar e receber numa relação.

Temos a tendência a olhar o outro, e a interpretar o que ele faz, através da nossa perspectiva, o que é um grande engano. É comum em um casal ouvir a frase: ” É obvio que tal coisa é importante, qualquer um vê”. Dando a entender que se o outro não está percebendo da mesma maneira é porque não está se importando, o que leva a outras interpretações, como: ele (a) não gosta de mim ou é imaturo (a) ou é acomodado (a), etc.

Antes de chegar a essas conclusões é fundamental considerar outra possibilidade, a de que o que é óbvio para uma pessoa pode não ser para outra. É preciso encontrar maneiras de explicar o que é importante para si e ouvir verdadeiramente o que o outro tem a dizer, aceitando que as duas histórias têm pesos iguais.

Desqualificações                                                                                                                         

Quando as diferentes perspectivas não são esclarecidas, ou seja, não há uma boa comunicação entre o casal, é comum as decepções se tornarem frequentes e começarem as desqualificações.

As desqualificações surgem, muitas vezes, expressando insegurança, mágoa e desprezo pelo outro e podem acontecer como deboches e ironias com uma excessiva carga negativa.

É comum ouvirmos, tanto dos homens quanto das mulheres, queixas sobre o parceiro (a), dizendo que o outro não se importa com alguma situação delicada ou que gostaria de uma maior participação na rotina da casa. Desagrados dessa ordem são naturais no relacionamento, mas, quando se tornam recorrentes podem se tornar um sério problema.

Inicia-se uma dinâmica negativa na relação, alimentada por uma parte que desqualifica a outra. O lado frequentemente criticado pode não suportar e se afastar momentaneamente ou definitivamente. Mas existem outras possibilidades, a pessoa pode aceitar esse lugar e se sentir fragilizada e impotente, ter a sua autoestima prejudicada e se tornar passiva e dependente. Esse comportamento tem efeito direto na relação, o que leva o casal a se manter unido não pelo amor, admiração e respeito, mas pela dependência que um tem do outro.

Intenções e valorização

Algumas vezes, quando um dos parceiros é muito crítico pode ter a intenção de ajudar, mesmo assim é importante avaliar se a crítica não está aumentando a insegurança ao invés de motivar o companheiro a mudar.

Junto com a boa crítica é importante reconhecer e valorizar o outro naquilo que ele tem de bom e faz bem. Um pode ser muito bom em administrar a casa, fazer as compras, a comida, providenciar a limpeza e arrumação das roupas… e o outro pode ser ótimo em negociar valores, conversar sobre assuntos mais delicados com os filhos…. Cada ser humano é bom numa determinada área.

Reconhecer o que o parceiro (a) faz de bom, diminui a insegurança, motiva um maior envolvimento e fortalece a autoestima e a união. Além disso, alimenta uma relação saudável baseada na admiração. Casais felizes se sentem bem com a presença do outro, valorizados. Exercite esse feedback positivo na sua relação, lembre o que te encantou na pessoa quando se conheceram. Isso fortalece a relação e dá uma base sólida para compartilhar a vida, seja ela como for.

Leia também: Conflito nas relações: território ameaçado.

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
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Relacionamento pais e filhos: você escuta os seus filhos?

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* Por: Viviane Lajter Segal

Crescer, ter filhos e formar uma família costuma fazer parte dos projetos de vida da maioria das pessoas. Junto à realização desses sonhos vem as responsabilidades, preocupações, falta de tempo para si e para o companheiro e, consequentemente o estresse diário. No meio dessa correria toda quando chegamos em casa após um dia de trabalho queremos encontrar com a família e relaxar um pouco. Certo? Nem sempre é tão simples assim! Principalmente quando se tem criança pequena, pois é quando elas querem contar as suas experiências e exigem total atenção dos pais. É nesse momento que muitas vezes precisamos desligar das preocupações pendentes do dia ou desistir daquele banho relaxante que gostaríamos de tomar para ouvir as histórias dos pequenos! Esse pode ser, para muitos, um processo difícil. Requer paciência, autocontrole e muito cuidado. E você? Como age quando o seu filho quer te contar algo? Será que você dá a atenção que gostaria?

A linguagem corporal é uma forma de comunicação muito importante e, por várias vezes, fala mais que muitas palavras. Um exemplo muito claro disso é quando o pai senta para conversar com o filho, mas o seu olhar não sai da frente do celular checando as mensagens instantâneas ou as novidades nas redes sociais. Qual a mensagem que esses pais estão passando, sem perceberem, ao agirem dessa forma? Provavelmente, que as suas opiniões não tem importância ou que não se interessam pela vida dos seus filhos.

Se permita parar e ouvir

O afeto vai muito além dos cuidados de higiene e alimentação, que também são importantes, claro! É algo bem maior que exige atenção, cuidado, disponibilidade e dedicação. É poder se disponibilizar a escutar o outro de verdade, desligar dos seus próprios problemas e ser empático com as questões alheias. Prestar atenção realmente no que é dito, conversar, trocar experiências e aconselhar seus filhos. Esses gestos, teoricamente pequenos e simples fazem muita diferença na formação da personalidade e na autoestima dos pequenos.

Acolher o seu filho naquilo que ele te conta, perceber a importância que isso tem em sua vida, acompanhar suas experiências de perto, permitem que se construa uma relação mais próxima entre vocês. O resultado desses atos gera segurança, interesse e sensação de pertencimento dos pequenos na família.

O diálogo entre pais e filhos possibilita que as crianças aprendam a se expressar, a reconhecerem seus sentimentos e a lidarem com as frustrações e dificuldades que venham surgir pela frente ao longo da vida.

Ela é só uma criança! Ainda não entende.

Um engano muito comum dos pais é acreditar que, por serem crianças, elas não compreendem o que está acontecendo e que, portanto, esse tipo de comportamento não vai prejudicá-las. Porém, ocorre exatamente o oposto! Quando pensamos na constituição psíquica de uma pessoa ainda em formação percebemos como esse processo é delicado e pode deixar marcas para toda a vida.

Os impactos disso na psique dos pequenos vão variar de acordo com diversos fatores e com o ambiente em que se desenvolverão. Alguns comportamentos poderão ser desencadeados ao longo do tempo, uma vez que essas então crianças tendem a começar a se calar evitando conversar com os pais. Aos poucos vão se fechando, acreditando ser menos interessantes ou inteligentes que os demais a sua volta. Como consequência podemos ver o desenvolvimento de uma timidez excessiva. Outro possível impacto psicológico é uma baixa na autoestima que faça com que essa criança cresça e se torne um adulto inseguro e receoso em tomar decisões. Exemplos disso poderão ser percebidos nos seus relacionamentos afetivos ou na construção da sua própria família.

Cuidado e atenção

O relacionamento entre pais e filhos é muito delicado e requer um cuidado diário, nas pequenas atitudes. As crianças são muito atentas ao o que ocorre a sua volta e, apesar de pequenas, tem sensibilidade para perceber quando seus pais estão prestando atenção nelas verdadeiramente.

Pare, reflita, respire e converse com os seus filhos! Você estará ajudando a formar uma pessoa mais segura de si e capaz de tomar boas decisões ao longo da vida, além de fortalecer o relacionamento de amizade, cumplicidade e afeto entre vocês.

* Viviane Lajter Segal, psicóloga clínica, CRP 05/41087.

Atendimentos: pelo site acaminhodamudança e consultórios em Copacabana e na Barra da Tijuca – R.J

Contatos: viviane@lajter.net

 

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Conflito nas relações: território ameaçado.

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*por Marcela Pimenta Pavan

Onde há gente, há relacionamento e, constantemente, conflito. Os conflitos fazem parte da natureza das relações, sejam eles amorosos, profissionais ou familiares.

Temos a tendência de pensar o conflito como algo exclusivamente negativo, mas a psicologia sabe que, muitas vezes, o embate é necessário nas relações para que surjam novas possibilidades de ajustamento. É uma oportunidade para a pessoa parar, repensar e se dispor a encontrar formas mais criativas e satisfatórias de convivência, e assim as relações amadurecem.

Muitas pessoas, porém, ao se verem em um embate escolhem um caminho diferente, optam precocemente pelo afastamento ou rompimento das suas relações, como uma forma de resolver a questão angustiante e incômoda. Isso pode ser uma possibilidade, mas vejo que um dos motivos das pessoas desistirem antes da hora é simplesmente por não entenderem o outro, e principalmente, a si mesmos.

Essa dificuldade de compreensão está relacionado, entre outras coisas, a uma não percepção do espaço de importância que o outro ocupa nas suas relações, a esse espaço podemos dar o nome: território de atuação.

O território de atuação é um dos aspectos mais valiosos para nós e, muitas vezes, não nos damos conta. É o lugar que construímos psiquicamente e imaginamos sermos valorizados, amados e respeitados por isso.

Conseguir ler ou não o território demarcado exige uma boa observação e reflexão, pois não há nenhuma linha definida que nos mostre claramente isso, porém percebê-lo e respeitá-lo podem evitar embates desnecessários ou melhorar a qualidade deles.

Como assim ler o território?

Tanto os animais quanto os seres humanos necessitam demarcar seu território, além do geográfico, homens e mulheres constroem simbolicamente territórios de existência e atuação. Ali determinam o seu lugar de poder e conforto e qualquer ameaça ou invasão gera o conflito, muitas vezes estamos reagindo e protegendo o nosso território, ou ameaçando o território do outro, e não percebemos.

Por exemplo, quem nunca viu um funcionário novo ser boicotado por um colega de trabalho. É natural que o novo chegue com energia e novas ideias e isso pode representar uma ameaça para quem já está há mais tempo na função e já tem estabelecido seu território de atuação.

Na família, a nova namorada do pai pode representar uma ameaça para a filha. A atenção do pai para a mulher estranha pode estar invadindo o território já estabelecido entre pai e filha. A angústia de ser esquecida pelo pai cresce e os conflitos surgem através do ciúmes e dos comportamentos da filha para conseguir mais atenção.

O ser humano quando se sente ameaçado pode ter reações extremas, atacar, se descontrolar, se afastar, se fragilizar.

Como identificar os territórios de atuação?

O primeiro passo é observar e escutar. Quando observamos atentamente identificamos os territórios. As reações exageradas, tanto na fala quanto no comportamento, podem ser sinais de que alguém está reagindo a uma ameaça, mesmo que imaginária.

E o mais importante é nos incluirmos nesse processo, percebendo e identificando os nossos próprios territórios, quando nos sentimos ameaçados e estamos reagindo a isso.

Ter essa percepção é importante pois quando nos deparamos com uma reação violenta do outro ao invés de nos magoarmos ou internalizarmos a culpa, podemos considerar essa possibilidade, que o motivo da reação é a insegurança. Assim ampliamos a  visão em relação ao contexto e buscamos novos caminhos que fortaleçam os laços afetivos ou profissionais ao invés de ameaçá-los. Quando nos sentimos seguros, não precisamos reagir, podemos desarmar as defesas e permitir que as relações se desenvolvam e amadureçam.

Leia também:  Por trás dos relacionamentos saudáveis.

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
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Auto-respeito: um cuidado necessário.

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*Por: Marcela Pimenta Pavan

Grande parte das pessoas tem uma rotina agitada. Corresponder as exigências do dia a dia como trabalhar, malhar, estudar, cuidar do relacionamento, dos filhos, estar bem informado e tantas outras coisas, exige uma boa dose de energia diária.

Com o acesso a tantas informações estamos sempre buscando algo novo, nos comparando as outras pessoas e com a constante sensação de que precisamos nos esforçar mais e mais. Pouco reconhecimento e muita pressão externa, e interna, pode levar a um esgotamento comum a muitas pessoas, sensação de estafa, desânimo, angústia, cansaço.

Essas consequências aparecem como sinais de que algo não vai bem, mas muitas vezes não os consideramos e seguimos em frente, tentando não pensar muito para não atrasar o dia e a vida, procurando por algo que nos anime, que alivie a angústia e nos ajude a cumprir com tudo que é preciso.

Mas parar não é pior?

Estar na posição sempre alerta, com a cobrança interna muito alta, aumenta o nível de stress que, em excesso, abaixa a imunidade e aumenta o risco de doenças. Além disso, quando atropelamos, durante muito tempo, os sinais que a nossa psique nos apresenta, podemos sentir uma tranquilidade momentânea, mas no primeiro conflito ou novo desafio o abatimento pode aumentar, tornando cada vez mais difícil encontrar animo e motivação.

Muitas vezes não reconhecemos que estamos colocando uma pressão excessiva na nossa vida, exagerando nas cobranças a nós mesmos e aos outros, e isso pode acontecer em várias áreas da vida. Algumas pessoas conseguem respeitar melhor o limite e o desejo do outro, do que o seu próprio bem estar, achando sempre que pode dar um pouco mais de si, se esforçando mais a cada dia, sem perceber que está ultrapassando seus limites e se fazendo mal

E o que fazer com esses sinais?

É importante parar um pouco. Quando algo estiver incomodando, não tenha receio de se perguntar  o que está acontecendo, qual o motivo daquela angústia e permitir que a resposta venha. Em grande parte das vezes as pessoas precisam de ajuda para encontrar suas respostas, através da psicoterapia ou outro caminho que leve ao autoconhecimento.

Não estamos acostumados a nos perceber, a prestar atenção em nós mesmos, por isso é importante reconhecer a hora de pedir ajuda e aceitar que ela venha. Pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza e sim uma atitude de amor e respeito consigo mesmo.

“Cuide-se como se você fosse de ouro, ponha-se você mesmo de vez em quando numa redoma e poupe-se” Clarice Lispector

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
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Apoio online.

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Olá queridos leitores,

Como vocês sabem, valorizamos a mudança, principalmente aquelas que nos permitem evoluir, expandir, melhorar.

O blog surgiu para, através dos textos e reflexões, mudarmos e estimularmos os nossos leitores a mudarem também, ampliando a percepção sobre a vida e sobre nós mesmos.

Agora estamos ampliando a nossa ideia original, oferecendo também a orientação online através do nosso site www.acaminhodamudanca.com.br , uma opção para aqueles que querem um melhor entendimento e orientação sobre diferentes aspectos da vida.

São sessões online, via Skype, regulamentadas pelo CFP, Conselho Federal de Psicologia, e com objetivos diferentes da psicoterapia presencial.

A orientação online visa dar um suporte emocional, promover acolhimento e orientação sobre questões específicas que estejam angustiando aqueles que nos procuram, com a facilidade de estar acessível e ao alcance de um computador.

Se você precisa desse apoio no momento atual, clique aqui para conhecer mais.

Um abraço,

Marcela e Viviane 

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O que fazemos com os nossos fracassos?

fracassos

*Por: Marcela Pimenta Pavan

Há pouco tempo reencontrei um grande amigo, publicitário bem sucedido, chegou ao topo da carreira em 2013 quando foi eleito o diretor de criação número 1 no mundo pelo Cannes Report. Essa história do Eduardo Marques eu já conhecia, o que me surpreendeu foi quando, conversando sobre o seu sucesso, ele me disse que chegou onde está porque tem uma significativa história de fracassos, uma série de mal entendidos, conflitos, erros e demissões.

Automaticamente comecei a refletir sobre até onde os nossos fracassos podem nos levar. Em um mundo que não há espaço para falar disso, onde muitos estão felizes nas redes sociais, compartilhando conquistas, selfies e sucessos. O fracasso é visto como algo puramente negativo, evitado ao máximo e escondido na maior parte das vezes.

Mas, fracassos são bons?

Os fracassos, embora desagradáveis, são naturais e podem ser muito úteis. Os erros fazem parte do processo de aprendizagem, não nascemos sabendo tudo. Mesmo tentando acertar erramos muitas vezes e o principal não é se erramos ou não, porque como diz o ditado errar é humano, mas sim o que fazemos com os nossos erros. Como eu lido com aquilo que saiu totalmente ao contrário do que eu gostaria?

Ter espaço para falar disso com naturalidade e refletir sobre o que saiu errado, pode nos trazer um excelente crescimento, mas, geralmente temos vergonha e buscamos esconder o fracasso até de nós mesmos. A consequência disso é que, além de desperdiçarmos uma oportunidade de mudança íntima, gastamos muita energia tentando evitar o fracasso a qualquer custo e também encontramos dificuldade em suportar as falhas do outro. Aceitar que somos falíveis nos torna mais humanos conosco e com o mundo.

O fracasso não significa desistir?

Depende. O fracasso pode significar o fim de um caminho, mas também a possibilidade de  um novo. Tudo é uma questão de onde se quer chegar e a energia empregada nisso. Quando falamos de trabalho, de uma profissão que é a nossa vocação, como o caso do Eduardo, os erros passados mostram o que não é bom, o que deve ser evitado e, assim, nos aproximamos mais do caminho do sucesso. O problema é quando encaramos o fracasso como o fim da linha, e nos depreciamos por isso. Se associamos o fracasso ao fim, é natural que não queiramos aceitá-lo, mas se compreendemos que ele é  parte fundamental do sucesso, a chance de um novo caminho mais bem planejado surge e os erros poderão ser vistos de forma mais natural, utilizados para enriquecer a nossa vida e possibilitar importantes conquistas.

“Muitas vezes nossos erros nos beneficiam mais do que nossos acertos. As façanhas enchem o coração de presunção perigosa; os erros obrigam o homem a recolher-se em si mesmo e devolvem-lhe aquela prudência de que os sucessos o privaram” François Fénelon

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
Atendimento: Largo do Machado – R.J e pelo site acaminhodamudança
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