Auto-respeito: um cuidado necessário.

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*Por: Marcela Pimenta Pavan

Grande parte das pessoas tem uma rotina agitada. Corresponder as exigências do dia a dia como trabalhar, malhar, estudar, cuidar do relacionamento, dos filhos, estar bem informado e tantas outras coisas, exige uma boa dose de energia diária.

Com o acesso a tantas informações estamos sempre buscando algo novo, nos comparando as outras pessoas e com a constante sensação de que precisamos nos esforçar mais e mais. Pouco reconhecimento e muita pressão externa, e interna, pode levar a um esgotamento comum a muitas pessoas, sensação de estafa, desânimo, angústia, cansaço.

Essas consequências aparecem como sinais de que algo não vai bem, mas muitas vezes não os consideramos e seguimos em frente, tentando não pensar muito para não atrasar o dia e a vida, procurando por algo que nos anime, que alivie a angústia e nos ajude a cumprir com tudo que é preciso.

Mas parar não é pior?

Estar na posição sempre alerta, com a cobrança interna muito alta, aumenta o nível de stress que, em excesso, abaixa a imunidade e aumenta o risco de doenças. Além disso, quando atropelamos, durante muito tempo, os sinais que a nossa psique nos apresenta, podemos sentir uma tranquilidade momentânea, mas no primeiro conflito ou novo desafio o abatimento pode aumentar, tornando cada vez mais difícil encontrar animo e motivação.

Muitas vezes não reconhecemos que estamos colocando uma pressão excessiva na nossa vida, exagerando nas cobranças a nós mesmos e aos outros, e isso pode acontecer em várias áreas da vida. Algumas pessoas conseguem respeitar melhor o limite e o desejo do outro, do que o seu próprio bem estar, achando sempre que pode dar um pouco mais de si, se esforçando mais a cada dia, sem perceber que está ultrapassando seus limites e se fazendo mal

E o que fazer com esses sinais?

É importante parar um pouco. Quando algo estiver incomodando, não tenha receio de se perguntar  o que está acontecendo, qual o motivo daquela angústia e permitir que a resposta venha. Em grande parte das vezes as pessoas precisam de ajuda para encontrar suas respostas, através da psicoterapia ou outro caminho que leve ao autoconhecimento.

Não estamos acostumados a nos perceber, a prestar atenção em nós mesmos, por isso é importante reconhecer a hora de pedir ajuda e aceitar que ela venha. Pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza e sim uma atitude de amor e respeito consigo mesmo.

“Cuide-se como se você fosse de ouro, ponha-se você mesmo de vez em quando numa redoma e poupe-se” Clarice Lispector

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. contatos: marcelapimentapavan@gmail.com.
Atendimento: Largo do Machado – R.J e pelo site acaminhodamudança
 
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Apoio online.

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Olá queridos leitores,

Como vocês sabem, valorizamos a mudança, principalmente aquelas que nos permitem evoluir, expandir, melhorar.

O blog surgiu para, através dos textos e reflexões, mudarmos e estimularmos os nossos leitores a mudarem também, ampliando a percepção sobre a vida e sobre nós mesmos.

Agora estamos ampliando a nossa ideia original, oferecendo também a orientação online através do nosso site www.acaminhodamudanca.com.br , uma opção para aqueles que querem um melhor entendimento e orientação sobre diferentes aspectos da vida.

São sessões online, via Skype, regulamentadas pelo CFP, Conselho Federal de Psicologia, e com objetivos diferentes da psicoterapia presencial.

A orientação online visa dar um suporte emocional, promover acolhimento e orientação sobre questões específicas que estejam angustiando aqueles que nos procuram, com a facilidade de estar acessível e ao alcance de um computador.

Se você precisa desse apoio no momento atual, clique aqui para conhecer mais.

Um abraço,

Marcela e Viviane 

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O que fazemos com os nossos fracassos?

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*Por: Marcela Pimenta Pavan

Há pouco tempo reencontrei um grande amigo, publicitário bem sucedido, chegou ao topo da carreira em 2013 quando foi eleito o diretor de criação número 1 no mundo pelo Cannes Report. Essa história do Eduardo Marques eu já conhecia, o que me surpreendeu foi quando, conversando sobre o seu sucesso, ele me disse que chegou onde está porque tem uma significativa história de fracassos, uma série de mal entendidos, conflitos, erros e demissões.

Automaticamente comecei a refletir sobre até onde os nossos fracassos podem nos levar. Em um mundo que não há espaço para falar disso, onde muitos estão felizes nas redes sociais, compartilhando conquistas, selfies e sucessos. O fracasso é visto como algo puramente negativo, evitado ao máximo e escondido na maior parte das vezes.

Mas, fracassos são bons?

Os fracassos, embora desagradáveis, são naturais e podem ser muito úteis. Os erros fazem parte do processo de aprendizagem, não nascemos sabendo tudo. Mesmo tentando acertar erramos muitas vezes e o principal não é se erramos ou não, porque como diz o ditado errar é humano, mas sim o que fazemos com os nossos erros. Como eu lido com aquilo que saiu totalmente ao contrário do que eu gostaria?

Ter espaço para falar disso com naturalidade e refletir sobre o que saiu errado, pode nos trazer um excelente crescimento, mas, geralmente temos vergonha e buscamos esconder o fracasso até de nós mesmos. A consequência disso é que, além de desperdiçarmos uma oportunidade de mudança íntima, gastamos muita energia tentando evitar o fracasso a qualquer custo e também encontramos dificuldade em suportar as falhas do outro. Aceitar que somos falíveis nos torna mais humanos conosco e com o mundo.

O fracasso não significa desistir?

Depende. O fracasso pode significar o fim de um caminho, mas também a possibilidade de  um novo. Tudo é uma questão de onde se quer chegar e a energia empregada nisso. Quando falamos de trabalho, de uma profissão que é a nossa vocação, como o caso do Eduardo, os erros passados mostram o que não é bom, o que deve ser evitado e, assim, nos aproximamos mais do caminho do sucesso. O problema é quando encaramos o fracasso como o fim da linha, e nos depreciamos por isso. Se associamos o fracasso ao fim, é natural que não queiramos aceitá-lo, mas se compreendemos que ele é  parte fundamental do sucesso, a chance de um novo caminho mais bem planejado surge e os erros poderão ser vistos de forma mais natural, utilizados para enriquecer a nossa vida e possibilitar importantes conquistas.

“Muitas vezes nossos erros nos beneficiam mais do que nossos acertos. As façanhas enchem o coração de presunção perigosa; os erros obrigam o homem a recolher-se em si mesmo e devolvem-lhe aquela prudência de que os sucessos o privaram” François Fénelon

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. contatos: marcelapimentapavan@gmail.com.
Atendimento: Largo do Machado – R.J e pelo site acaminhodamudança
 
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Frozen: uma lição de vida.

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* Por: Viviane Lajter Segal

As histórias infantis são repletas de mensagens interessantes sobre a vida, as relações afetivas e familiares. Por esse motivo costumam ser tão encantadoras não somente para as crianças, mas também para os adultos. O filme Frozen é um bom exemplo disso. Possui inúmeras situações e dilemas pessoais e familiares que valem a pena ser analisados mais profundamente.

O filme conta a história de duas irmãs Elsa e Ana que vivem em um castelo com seus pais. Elas são muito amigas quando crianças. Elsa, a mais velha, tem o poder de transformar tudo o que toca em gelo e produzir neve. Isso era motivo para muitas brincadeiras entre elas. Até que um dia ocorre um acidente e Elsa quase mata Ana. Apartir daí seus pais resolvem isolar Elsa até que ela consiga controlar seus poderes e fecham os portões do castelo, para que ninguém saiba dos poderes da filha.  Apagam a memória de Ana sobre os poderes da irmã e não explicam para Ana o motivo do isolamento. Para complicar ainda mais seus pais morrem em um passeio de barco e as irmãs ficam sozinhas e isoladas dentro do castelo.

Relacionamento entre pais e filhos

Um primeiro ponto a ser analisado no filme é a relação familiar. Os pais, movidos pelo medo de Ana se machucar, decidem separar as irmãs sem conversar com elas e explicar seus motivos e intenções. Isso é muito comum nas famílias, os pais tomarem decisões importantes sobre os filhos e não compartilharem com eles. As crianças são bastante sensíveis aos acontecimentos e ao clima do ambiente em que vivem. Apesar de não terem um entendimento completo e profundo como o dos adultos, conseguem entender o suficiente para elas. Por isso, precisam que seus pais expliquem o que está ocorrendo em suas vidas. É uma forma de aproximar as relações, de incluir a criança na família e, principalmente, dessa criança não se sentir desamparada ou esquecida pelos pais.

O que foi exatamente que acabou ocorrendo com Ana. Cresceu solitária, conversando com os personagens dos quadros e gerando uma necessidade enorme por contato com o outro, o que a leva a procurar um romance com o primeiro “príncipe” que surge na história.

“Encobrir, não sentir, nunca saberão”

Outro ponto muito interessante do filme é o de pensarmos de que forma lidamos com as diferenças. É mais fácil esconder e isolar o diferente do que aprender a lidar com ele e aceitá-lo do jeito que ele é? A primeira reação, e a mais fácil, é sempre negar o problema. O pai da Elsa a orienta a encobrir e a não sentir, pois assim nunca saberão da sua diferença. Mas, como isso poderia dar certo? Quando temos alguma característica diferente precisamos primeiramente nos aceitar como somos, entender essa diferença e aprender a conviver com ela. Esconder não vai fazer com que deixemos de ser como somos e, pelo contrário, só vai gerar mais sofrimento. Não é uma tarefa fácil e requer muito autoconhecimento e, muitas vezes, ajuda profissional. Como Elsa não teve nenhuma dessas opções quando pequena cresceu sentindo-se cada vez mais assustada com ela mesma e, consequentemente, tendo os seus poderes mais descontrolados.

Em um determinado momento do filme todos descobrem o poder de Elsa. Ela, apesar de amedrontada, sente-se liberta! Apesar de sozinha, percebe que não precisará mais se esconder. É nesse momento, já adulta, que ela começa a testar os seus limites e a se descobrir.

“Um ato de amor verdadeiro”

Outra parte interessante dessa história é que Ana só conseguiria sobreviver ao congelamento do seu coração através de “um ato de amor verdadeiro” que todos pensam ser um beijo do príncipe como geralmente encontramos nos contos de fadas.

Mas, na verdade Ana é a responsável por sua própria salvação ao ter um ato de amor verdadeiro pela sua irmã e tentar salvá-la da morte. É bastante comum verificarmos esse tipo de atitude quando nos deparamos com algum dilema ou decisão importante a ser tomada. Temos a tendência de esperar que outra pessoa nos salve ou nos mostre o caminho certo para resolução dos nossos problemas. Esperamos ou até mesmo pedimos que alguém decida e a resolva por nós! Mas, será que essa é uma boa tática?

Essa é uma estratégia de fuga, já que o medo nos paralisa e não permite que tomemos uma decisão. Com isso, é mais fácil responsabilizar o outro por algo que não deu certo do que a nós mesmos. O problema é que essa atitude reforça a insegurança que já existia dentro de nós, além de gerar muita frustração, pois quando o medo acaba conseguimos perceber a nossa fraqueza. Portanto, como o filme nos mostra, somos nós que temos a chave para a solução dos nossos problemas.

Esse filme, apesar de infantil, é muito intenso e repleto de lições de vida. Recomendo àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de assisti-lo que o façam pelo menos uma vez. É um belo filme. Vale a pena!

Fonte: Frozen: Uma aventura congelante. 2013, Walt Disney Animation Studios.

*Por Viviane Lajter Segal, psicóloga clínica CRP 05/41087. Contatos: viviane@lajter.net e pelo site A Caminho da Mudança. Consultórios: Barra da Tijuca e Copacabana-RJ.
 

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Como foi o seu ano? A importância da retrospectiva e da projeção pessoal.

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*Por: Marcela Pimenta Pavan

O fim do ano é um momento propício para pensar no ano que passou. Dar uma pausa e encontrar maneiras de fazer uma reflexão sincera sobre os acontecimentos relevantes do ano, nos ajuda a fazer um balanço sobre o que valeu ou não a pena, e ampliar a percepção das experiências vividas.

Uma das maneiras de fazer essa reflexão é pensar nas áreas da vida separadamente, escrever e analisar sobre os campos mais importantes para cada um: familiar, profissional, saúde, espiritual, etc. Dessa forma fica mais fácil identificar os pontos fortes e fracos.

Depois disso é a hora de fazer uma retrospectiva para cada área. Para facilitar faça algumas perguntas: Quais foram as maiores conquistas nessa área? Como elas aconteceram? Qual foi a minha contribuição para isso?  Da mesma maneira faça sobre o aspecto oposto. Quais foram os meus maiores enganos nessa área? Como elas aconteceram? O que posso tirar de aprendizado disso?

Situações diversas, tanto ruins quanto boas, aconteceram. Durante um ciclo os dois aspectos estão presentes e a ideia é identificá-los e resgatá-los igualmente para construir um panorama mais completo e honesto.

Nesse processo é importante lembrar que todos nós estamos aprendendo. Faça uma avaliação imparcial, franca e gentil consigo mesmo, como se estivesse fazendo com um colega.

E como isso pode me ajudar?

A retrospectiva além de nos ajudar a fazer um balanço e ampliar a nossa percepção sobre a própria vida, nos auxilia a planejar melhor o próximo ciclo. O ano novo é a oportunidade do recomeço, é uma chance para fazermos diferente, direcionar a vida para aquilo que tem valor.

Por exemplo, se na retrospectiva da área familiar eu percebi mais enganos do que conquistas, concluindo que elas aconteceram porque eu me ausentei muito. Como posso estar mais presente em 2015?

Se na área afetiva eu vi que repeti enganos passados mesmo querendo fazer diferente, como em 2015 eu posso me conhecer melhor para não mais repetir e construir uma história nova?

Além de olharmos o futuro aprendendo com o que já passou, podemos incluir metas novas, pensando em como realizar desejos que dão alegria e disposição para a nossa vida. A projeção do ano deve ser como um mapa, que nos direciona os caminhos a percorrer.  É uma construção pessoal, por isso, o mapa deve ser personalizado com frases inspiradoras, cores que gosta, fotos de momentos especiais. Isso ajuda na motivação e na vontade de olhá-lo sempre. Faça um painel e coloque-o em um lugar visível para lembrar constantemente, e resistir à correria do dia a dia que nos afasta dos nossos objetivos.

Apesar de ser anual, é bom que o mapa seja ajustado a cada 6 meses, no máximo, se adaptando as surpresas e mudanças que a vida nos traz.

A intenção dessa atividade é nos conectar com aquilo que é realmente importante, que nos alimenta a alma. 2014 está terminando, que tal deixar nesse ano tudo aquilo que não serve mais e levar com você só o que realmente vale a pena! Feliz ano novo!

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
contatos: marcelapimentapavan@gmail.com. 
Atendimento: Largo do Machado – R.J
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Entrevista sobre a carreira de Psicologia.

Entrevista para o site Mente de Sucesso.

Como ter sucesso na carreira de Psicologia.

A segunda publicação da nossa série que destaca os caminhos do sucesso para cada profissão tem como foco a psicologia! E para falar um pouco mais sobre essa profissão nós convidamos para um bate papo a psicóloga clínica de jovens e adultos Marcela Pimenta Pavan, CRP 05/41841. Especialista em Família e Casal pela PUC-Rio.Psicóloga da Associação Mão Amiga – Bem Viver com o Autismo. Analista Junguiana em formação pelo IJEP – Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa – São Paulo. Graduada em Comunicação Social pela UFES – Universidade Federal do Espírito Santo. Escritora do blog acaminhodamudanca.wordpress.com/

Abaixo, a bela entrevista que Marcela concedeu ao Mente de Sucesso:

1 – Quais as maiores oportunidades no cenário atual para o psicólogo?
As oportunidades que mais surgem são na área de Recursos Humanos das empresas, pois há uma demanda existente e constante do mercado para os profissionais de psicologia. É uma área mais estruturada, mas há espaço para muitas outras possibilidades de inserção no mercado, o psicólogo pode trabalhar na clínica, em escola, em instituições ligadas aos esporte, a hospitais, trânsito, etc. Pode se especializar em testes, na área acadêmica..
As oportunidades são inúmeras pois existe a necessidade crescente da sociedade em entender e lidar melhor com as questões emocionais. As pessoas estão percebendo que não adiantam só cuidar do intelectual e da saúde física, é preciso olhar para o mundo interior pois ele pode impedir o nosso crescimento em áreas importantes da vida. A ansiedade e a cobrança em excesso leva ao boicote pessoal, ao adoecimento, a problemas nos relacionamentos, etc. A área mais capaz de ajudar as pessoas nesse sentido é a Psicologia. Então, analisando o mercado, se há demanda e ela é crescente o que falta é o profissional capaz de atender essa demanda.
O Psicólogo precisa entender melhor o seu mercado, rever a sua postura, investir tempo e energia empreendendo na sua carreira. Isso não é ensinado na faculdade, e por outro lado o recém formado não é imediatamente solicitado pelo mercado. Muitos psicólogos ao se formarem ficam perdidos, procurando um emprego ideal o que muitas vezes não acontece.
Com toda a ética e responsabilidade necessárias, a minha opinião é que é preciso ver a Psicologia também como um negócio, já recebi materiais sobre marketing para Psicólogos e considero importantíssimo informações para orientar os profissionais a aproveitarem as oportunidades e se colocarem devidamente num mercado crescente. Vejo que pessoas de fora da Psicologia acabam aproveitando melhor as oportunidades do que os próprios psicólogos, por terem uma visão mais empreendedora das oportunidades.

2- Na sua opinião, quais são as características e os principais desafios para ter sucesso nesta área?
É preciso antes de mais nada ter vocação para Psicologia. É preciso gostar do mundo psíquico, se dedicar ao estudo e querer lidar com as pessoas de uma forma cuidadosa e particular. Quando temos vocação, temos vontade e energia para nos dedicarmos e abrirmos o nosso caminho profissional. Os desafios são muitos, ainda existem pessoas que não entendem o papel do Psicólogo e sua importância, cabe a nós profissionais aproximar a Psicologia das pessoas em geral, tornando-a acessível, desmistificando-a e mostrando seus benefícios.

3 – Quais as possibilidades de empreendimento que um psicólogo pode investir para ter seu próprio negócio?
Isso varia muito e depende da capacidade de investimento do profissional. O Psicólogo pode abrir uma clínica, vejo cada vez mais o surgimento de clínicas com equipes multidisciplinares para tratarem temas específicos como a dependência química, compulsões em geral. Existem centros de estudos com cursos, formação e supervisão para Psicólogos. É importante perceber as demandas que existem. Um ponto importante é que um Psicólogo para fazer um investimento alto precisa, entre outras coisas, ter credibilidade, ser referência em alguma área ou investir em uma equipe que seja referência e capacitá-los constantemente. As pessoas buscam profissionais na área de saúde que passem confiança e credibilidade. Muitos psicólogos atuam como empregados ou constroem uma carreira mais solitária e investem no seu próprio negócio, se especializando através de formação, cursos, criando sua rede de contatos, dando palestras e revertendo isso para o consultório.

4 – Fique a vontade para acrescentar qualquer recomendação que acredite ser relevante para uma carreira bem sucedida na sua profissão.
A Psicologia é um universo rico e complexo, é fundamental gostar muito do que se faz para ter o empenho e a responsabilidade necessárias. Como todas as profissões é uma carreira que se moderniza dinamicamente e é preciso acompanhar as mudanças, antigamente não se imaginava atender pelo computador e isso já é uma prática existente e regulamentada pelo conselho federal de psicologia. O que acho importante para a construção de uma boa carreira é: estar atento as mudanças, rever posturas, se aproximar mais das pessoas, ser curioso e disposto a aprender sempre, estudar muito, ter paciência, construir uma boa rede de contatos, criar e aproveitar as oportunidades, investir em conhecimentos na área de psicologia e marketing, cuidar de si mesmo, sempre.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a participação da psicóloga Marcela!

para ler a entrevista no site Mente de Sucesso clique aqui

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Como o autoconhecimento pode nos transformar?

autoconhecimento“Aos poucos a pessoa vai direcionando sua vida para um caminho mais feliz e que faça sentido, ao mesmo tempo em que deixa para trás aquilo que não serve mais.”

 *Marcela Pimenta Pavan

É comum lermos ou ouvirmos de psicólogos, terapeutas e médicos que o autoconhecimento é importante para a construção de uma vida melhor, com mais qualidade de vida. Perceber com mais consciência quem nós somos, entendermos nossas buscas, nossos medos, nossos desejos, reconhecendo nossos potenciais e fraquezas faz com que fiquemos mais fortalecidos e preparados para lidar com nós mesmos e com o outros. Pode parecer simples, mas não é, o exercício do autoconhecimento é complexo, constante e vale para todos, também, e principalmente, para os psicólogos.

Conheço pessoas que dizem: “Mas eu já sei porque tenho esse comportamento, já entendo na minha historia o que me levou a responder a vida dessa maneira, mas não consigo mudar”.

Entender os motivos é uma parte do autoconhecimento e nos leva a perceber mais claramente algumas situações e comportamentos, mas por si só não gera a mudança. As transformações precisam de tempo, reflexão, vontade, coragem e novas atitudes. Além disso, olhar para si mesmo exige que reconheçamos aspectos nossos desagradáveis ou inimagináveis, e isso não é tarefa fácil porque, muitas vezes, nos faz perceber que o problema que nos incomoda tanto no outro é também nosso.

E o lado bom?

Sim, existe o lado bom! O autoconhecimento exige, além de coragem e paciência, também uma disponibilidade para se colocar como prioridade, mesmo que a pessoa goste e queira ajudar os outros. Quando nos colocamos como prioridade, ganhamos liberdade e autonomia, assim ajudar os outros se torna uma escolha e não o resultado da culpa ou dependência. Ou seja, muitas pessoas ajudam as outras para se livrarem da culpa ou para garantir algo em troca, como uma forma de assegurar amor e atenção. A liberdade e a escolha tornam as coisas mais leves. Os laços de amor são fortalecidos pela confiança, não pela cobrança.

Muitas vezes as nossas decisões e buscas pessoais não são conscientes, acabam sendo mais emocionais do que racionais (mesmo que pensemos ao contrário). Perceber com mais consciência o processo daquilo que estamos buscando e/ou compensando nas nossas relações, nos ajuda a decidir de forma diferente, ao invés de repetirmos atitudes que já não queremos mais. Isso vale em qualquer área da vida. Por exemplo, um profissional que se sente culpado sempre que algo sai errado no trabalho e, para compensar, acaba sobrecarregado de funções e estressado. Não suportando mais essa situação, esse profissional busca ajuda e inicia o caminho do autoconhecimento, e então começa a perceber os motivos dessa sobrecarga recorrente, os ganhos inconscientes que tem com isso, o que está buscando compensar, se isso procede para a situação atual ou não etc. Assim, quando algo sair errado novamente, ele já tem condições de analisar melhor o contexto e a si próprio e fazer um esforço consciente para não escolher absorver a culpa, encontrando uma saída mais satisfatória. Esse é o processo da mudança e do bem estar. Aos poucos a pessoa vai direcionando sua vida para um caminho mais feliz e que tenha sentido, ao mesmo tempo em que deixa para trás aquilo que não serve mais.

Como me conhecer melhor?

No nosso mundo cotidiano, acumulamos cada vez mais obrigações e deveres, somos sobrecarregados com informações, cobranças e vivemos na era da ansiedade. Por isso, é fundamental abrirmos um espaço no nosso dia a dia para nos priorizarmos, um momento de cuidado com a nossa alma, tão massacrada pelas cobranças. Esse espaço pessoal serve para recarregarmos nossas energias, termos um tempo para nos entender e nos respeitar, com paciência, firmeza e muita generosidade.

O autoconhecimento não torna o mundo simplesmente mais fácil. Ele nos fortalece para lidarmos de uma forma mais positiva com o mundo, e à medida que isso acontece vamos ganhando autoconfiança e motivação para continuar.

Para trilhar o caminho do autoconhecimento existem boas opções. A psicoterapia é uma ótima maneira de olhar para si próprio e promover mudanças, mas existe outras formas como a meditação, o coaching e outras alternativas terapêuticas. O importante é estar com um bom profissional e fazer constantemente uma auto reflexão, se a terapia escolhida está trazendo ganhos e mudanças na vida, se nesse caminho está se conhecendo melhor, se sentindo uma pessoa mais completa e realizada.

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
contatos: marcelapimentapavan@gmail.com. Cel: (21) 99157-0818
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